quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Maranhão é um grande curral de uma fazenda modelo

Para os não iniciados em pecuária, convém explicar o que significa um curral. Um curral é um espaço que existe dentro de uma fazenda de criação de gado, onde o gado é confinado para ser amansado, marcado (ferrado com a inicial do nome do fazendeiro) ou separado para ser vendido ou abatido.

A fazenda como todo mundo sabe é uma grande propriedade, administrada por um capaz, que comanda os vaqueiros, que por sua vez trabalham para amansar e conduzir o gado. O dono da fazenda, geralmente mora na cidade grande e só vai a sua propriedade para recolher a sua renda.

O gado quando amansado é conduzido pelo cabresto, sem nenhum trabalho e sem que o vaqueiro seja atacado pelo boi ou vaca. Quando um deles se faz de besta, o ferrão está sempre pronto para disciplinar o agressor, transgressor.

O maranhense viveu durante quase 50 anos como gado manso, com um pequeno interregno de apenas dois anos, período em que o Maranhão viveu momentos de liberdade, para logo voltar a ser gado novamente. Hoje o maranhense caminha acabrunhado, vencido e humilhado; graças ao governo do presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, que ao invés de trabalhar para destruir os moirões das fazendas, muito pelo contrário, ajudou a substituir os moirões de madeira por moirões feitos de aço.

A vida nas fazendas do Maranhão são animadas pelas festas do Bumba Meu Boi, Cacuriá, Tambor de Crioula, Pagode, São Gonçalo, Reis e outras tantas festas que não me ocorroem agora. Festas essas movidas pela tiquira (um tipo de aguardente extraída da mandioca, de cor azulada - só existente no Maranhão) e pela cachaça.

Essas festas que são tidas como manifestações culturais, não passam de elementos alienantes, que ajudam na manutenção de uma situação que permite que uma elite atrasada, se perpetue no poder, sem encontrar nenhum tipo de resistência.

Gado não pensa e se deixa conduzir sem esboçar nenhum tipo de reação. Principalmente, o gado que conduz o carro de boi, que se soubesse da sua força, jogaria a carga e o dono da carga no chão. (Zeca Arouche)

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