por Paulo PetitPerseverança, força de vontade e amor ao trabalho. É assim que, há dez anos, Aurenildo Assunção, o Nildo, mantém a alegria e a tradição do circo em diversos bairros de Teresina. O palhaço Cascatinha, como é mais conhecido, leva alegria especialmente aos locais mais carentes da capital. No entanto, as dificuldades enfrentadas estão se tornando empecilho para a continuação dos trabalhos no Circo “Los Angeles”.
Com uma estrutura bastante simples, o Circo conta com 12 componentes, que se esforçam para manter a tradição da área. Palhaços, trapézio, tecido, âncora, chicote, dança. Com atrações já consagradas, as temporadas dos circos em cada bairro duram, em média, de 15 a 30 dias.
Atualmente, eles estão no bairro aeroporto, no cruzamento entre as ruas Anísio de Abreu e Petrônio Portela. “A gente está querendo sair daqui, mas não temos como, porque precisamos de dinheiro pelo menos para o combustível, e nós não temos. As vezes não sabemos nem o que vamos comer no dia seguinte, e não temos dinheiro nenhum pra comprar alguma coisa”, conta Nildo. Ele revela ainda que no bairro Aeroporto, a situação é mais complicada por se tratar de uma localização de classe média. “Queremos ir para periferia, para os bairros mais carentes, porque lá as crianças precisam mais e dão mais valor”, esclarece.
As dificuldades são muitas, mas Nildo destaca a que para ele é a mais agravante. “Não poder pagar os artistas é o que eu acho mais triste, porque eles trabalham e merecem receber”, explica o proprietário do circo Los Angeles, afirmando ainda que o trabalho que eles fazem é, em boa parte, voluntário. “Quando nós vamos para os bairros que realmente necessitam de um pouco de alegria, aí junta aquele monte de gente na porta do circo, gente que não tem como pagar pra entrar, aí nós acabamos colocando o pessoal pra dentro do circo sem cobrar nada”.
Os desafios são muitos, e eles sabem disso, mas o sentimento por estar fazendo o que se ama é incomparável. “Eu posso estar com todos os problemas, com mil e uma dificuldades, mas quando eu entro no picadeiro e vejo o sorriso sincero daquelas crianças que as vezes não tem nem o que comer, aquilo pra mim é a coisa mais linda e mais gratificante, meu problemas vão embora”, emociona-se o palhaço Cascatinha. Quando perguntado sobre a possibilidade de abandonar o circo, e tentar outra profissão, Nildo é enfático: “Jamais! Minha família é toda de artistas circenses, eu sou da 4ª geração. Nasci dentro de um circo, lá fui criado e não penso em parar”.
Lona doada pela prefeitura de Teresina, arquibancada de madeira, carros com problemas, falta de verba, funcionários sem pagamento. A trupe do circo Los Angeles enfrenta bastantes desafios, tudo com um único objetivo: manter a tradição do circo e levar alegria à comunidade carente da capital. “Eu sou baiano, mas amo Teresina! Foi nessa cidade que eu realmente comecei minha vida, foi ela que me deu tudo que eu tenho e eu sou muito grato!”, diz, emocionado, Nildo.
O circo Los Angeles precisa de nossa ajuda. Qualquer doação será bem vinda: roupas, alimentação, dinheiro, material para o circo. Os interessados podem entrar em contato com o senhor Aurenildo Assunção pelo telefone


Vamos ajudar a manter a tradição circense!
CAMPANHA
Com o objetivo de obter fundos para ajudar o Circo Los Angeles, está sendo promovida uma apresentação especial da trupe! O espetáculo vai acontecer quarta-feira, (19/05) às 19h no próprio circo, que está localizado no cruzamento entre as ruas Anísio de Abreu e Petrônio Portela, no bairro Aeroporto, ao lado da escola municipal Lélia Avelino. Venha fazer parte dessa ação!
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