domingo, 17 de maio de 2009

Uma pergunta indiscreta e muito capciosa

Não faz muito tempo, ao caminhar por uma rua do centro de Teresina, fui abordado por um senhor de meia idade que se apresentou como sendo uma pessoa religiosa e que acompanhava o meu trabalho na imprensa local, mas que fazia sérias restrições aos meus posicionamentos contra a Igreja Católica e a defesa que faço de maneira intransigente do homossexualismo.

- Do nada ele me fez a seguinte pergunta? O senhor e gay assumido e se não é, porque defende com tanta veemência o comportamento anormal do homem, no caso, o homossexualismo?

- Sem me sentir ofendido, lhe respondi que ao sair sistematicamente em defesa dos homossexuais, não estava defendendo uma causa em particular, mas a condição humana. O direito de todo homem viver aquilo que ele sente e deseja. Numa palavra, viver intensamente o seu verdadeiro eu.

- Daria para o senhor ser mais claro, retrucou ele?

- Quando eu digo defender a condição humana é porque eu não admito que qualquer pessoa não possa usar o seu corpo, de modo a extrair dele, o que de melhor ele lhe pode oferecer: o prazer.

- Não vejo como normal uma pessoa que fez uma opção sexual pelo mesmo sexo, isso contraria frontalmente a lei de Deus.

-Não acredito que Deus seja tão cruel a ponto de condenar alguém, cujo único pecado, na sua concepção é usar o seu próprio corpo de maneira a se realizar de maneira plena, sexual e humanamente.

- Confesso pelo senhor uma grande admiração profissional, mas não consigo, repito, concordar com o senhor nos quesitos religião e sexo.

- Respeito a sua opinião, mas não sou obrigado a concordar com a sua orientação sexual e nem tão pouco acreditar em preceitos religiosos, que pregam a intolerância religiosa e que não conseguem através do amor, eliminar todo tipo de preconceito.

-Me responda com toda sinceridade, o senhor é ateu?

- Se ser ateu é não acreditar num Deus que permite que o seu filho sofra, tendo ele tem o poder de acabar como seu sofrimento, me considere um ateu. Não faço essa afrimação no sentido de escandalizar nenhum credo religioso, mas por não conceber a existência de um Deus masoquista.

- Passe bem e procure mudar o seu conceito de amor, pois, quem ama verdadeiramente o seu próximo, o aceita como na realidade ele é. (Zeca Arouche)

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