Não faz muito tempo, ao caminhar por uma rua do centro de Teresina, fui abordado por um senhor de meia idade que se apresentou como sendo uma pessoa religiosa e que acompanhava o meu trabalho na imprensa local, mas que fazia sérias restrições aos meus posicionamentos contra a Igreja Católica e a defesa que faço de maneira intransigente do homossexualismo.
- Do nada ele me fez a seguinte pergunta? O senhor e gay assumido e se não é, porque defende com tanta veemência o comportamento anormal do homem, no caso, o homossexualismo?
- Sem me sentir ofendido, lhe respondi que ao sair sistematicamente em defesa dos homossexuais, não estava defendendo uma causa em particular, mas a condição humana. O direito de todo homem viver aquilo que ele sente e deseja. Numa palavra, viver intensamente o seu verdadeiro eu.
- Daria para o senhor ser mais claro, retrucou ele?
- Quando eu digo defender a condição humana é porque eu não admito que qualquer pessoa não possa usar o seu corpo, de modo a extrair dele, o que de melhor ele lhe pode oferecer: o prazer.
- Não vejo como normal uma pessoa que fez uma opção sexual pelo mesmo sexo, isso contraria frontalmente a lei de Deus.
-Não acredito que Deus seja tão cruel a ponto de condenar alguém, cujo único pecado, na sua concepção é usar o seu próprio corpo de maneira a se realizar de maneira plena, sexual e humanamente.
- Confesso pelo senhor uma grande admiração profissional, mas não consigo, repito, concordar com o senhor nos quesitos religião e sexo.
- Respeito a sua opinião, mas não sou obrigado a concordar com a sua orientação sexual e nem tão pouco acreditar em preceitos religiosos, que pregam a intolerância religiosa e que não conseguem através do amor, eliminar todo tipo de preconceito.
-Me responda com toda sinceridade, o senhor é ateu?
- Se ser ateu é não acreditar num Deus que permite que o seu filho sofra, tendo ele tem o poder de acabar como seu sofrimento, me considere um ateu. Não faço essa afrimação no sentido de escandalizar nenhum credo religioso, mas por não conceber a existência de um Deus masoquista.
- Passe bem e procure mudar o seu conceito de amor, pois, quem ama verdadeiramente o seu próximo, o aceita como na realidade ele é. (Zeca Arouche)
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