O ministério da Educação na última quinta-feira
adotou uma medida disciplinar contra os cursos de níveis superiores mal
avaliados, cortando 50 mil vagas, o que impede o acesso de novos alunos a esses
cursos, mas o MEC continua permitindo o funcionamento dos mesmos. O que convenhamos,
não representa nenhuma penalidade, porque esses cursos continuarão existindo,
mesmo precariamente: com professores mal remunerados, que para viverem com um mínimo
de dignidade, tem que viver correndo de um lado para outro, ou seja,
trabalhando em vários lugares.
Cursos que em que pese as visitas periódicas e o
monitoramento dessas instituições de ensino, feitas pelo Instituto Nacional de Estatísticas
e Pesquisas Educacionais (inep), do Ministério da Educação, continuam
apresentando um rendimento muito aquém do exigido pelo MEC.
Só cortar novas vagas, é insuficiente para melhorar
a qualidade de ensino privado. Mas como o MEC não quer penalizar os alunos, deveria
permitir o funcionamento desses cursos, só até os alunos concluírem os seus cursos.
Na realidade, a maioria expressiva desses cursos de
nível superior, funciona muito mais como
um comércio, do que como uma instituição que existe para formar profissionais
de excelência. Com os professores fingindo que ensinam e os alunos fingindo que
aprendem. Mas a culpa pelo ensino de péssima qualidade ministrado por
faculdades, centros universitários e até universidades -, tem que ser
compartilhado com o ministério da Educação que permite o funcionamento de cursos
caças níqueis, que só servem para encher o rabo dos donos desses cursos e
massagear o ego da maioria dos estudantes, que estão muito mais preocupados em se
apresentarem como estudantes universitários, do que adquirirem uma boa formação de nível superior.
Eu aconselho os pais pobres, cujos filhos não conseguiram ingressar na universidade pública, que em vez de ficarem jogando pela janela os recursos minguados de que dispõem, pagando curso de nível superior de difícil colocação no mercado de trabalho, até para quem faz ou fez um bom curso de nível superior, que orientem seus filhos a buscarem um excelente curso de nível técnico.
Para os filhos de papai rico, tanto faz como tanto fez, terem concluído ou não um bom, um razoável ou péssimo curso universitário, porque para os ricos sempre se dá um jeito na situação.
O ensino privado no Brasil é um ramo comercial, como
qualquer outro. Onde importante é o lucro.
De certos tempos para cá, curso de nível superior no
Brasil é como banca de jogo do bicho, que se encontra em cada esquina.
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