terça-feira, 22 de novembro de 2011

Como alma penada ou cadáver insepulto, ele permanece

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Só saio abatido a bala; Dilma me conhece; eu duvido que ela me tire”.

O ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, ainda continua ministro do governo Dilma Rousseff, por uma questão de “honra ou de birra” da presidenta, que não quer deixar transparecer para a opinião pública brasileira a idéia de que a faxina moral que vem sendo feita no seu governo, com a demissão de ministros acusados de atos ilícitos, não é coisa da sua cabeça, mas provocada pela imprensa livre.

Mas essa decisão da presidenta Dilma Rousseff, de dar uma sobrevida ao ministro Carlos Lupi e de só demiti-lo quando da reforma ministerial prevista para o início do ano de 2012, pode até ser positiva para o seu governo, na avaliação da sua equipe de governo, mas para esse ministro, acaba sendo uma grande tortura mental, uma vez que ninguém, dentro e fora do governo petista, quer aparecer ao seu lado. Hoje ele transita pelos corredores do poder em Brasília, sem acompanhante e sem o incomodo da presença de jornalistas.

Carlos Lupi hoje caminha pelos desvãos dos ministérios da capital federal, como uma alma penada, que como assombração que é, assusta os transeuntes. Esse ministro também parece um cadáver insepulto, que exala um mau cheiro, de um corpo que já começa a entrar decomposição.

A presença de Carlos Lupi no governo Dilma Rousseff, só compromete a imagem desse governo e por extensão do seu próprio partido.


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