Com essa frase que segue, atribuída ao deputado
federal Assis Carvalho (PT-PI): “Quem banca esses portalzinhos, essas
tevezinhas, somos nós [deputados], é nosso governo [o de Wilson Martins]. E
para quê? Para caluniar a gente”. Se alguém tinha alguma dúvida quanto à
relação incestuosa que se verifica entre o poder público e a imprensa, depois
dessa afirmação absolutamente sincera desse deputado, não tem mais motivos para
duvidar.
Eu costumo dizer, que não existe imprensa livre no
Brasil, sobretudo na região Nordeste, onde o comércio e a indústria, não são suficientemente
fortes para através de patrocínios, manterem os veículos de comunicação, o que
os libertaria do poder dos governos.
Como os portalzinhos e as tevezinhas, como disse o
deputado Assis Carvalho, numa entrevista concedida ao Portalaz, são dependentes
do poder público, o vereador, o deputado estadual, federal e senador, acham que
a imprensa deve total e irrestrita obediência a quem os mantém de pé. E quando os
políticos não são prestigiados e poupados, eles se acham na obrigação de
cobrarem reciprocidade.
Se você quer saber quando o governo está em débito
com um veiculo de comunicação, basta observar o tom e a gravidade da denuncia.
Essa dependência se torna perceptível, porque os
apresentadores de programas jornalísticos, ao mesmo tempo em que mordem, eles
sopram. Por exemplo: o apresentador faz
a denuncia, mas logo em seguida, ele faz um adendo, ou seja, eles dizem não
acreditar naquilo que denunciaram e vão mais além, passando a fazer comentários
elogiosos ao gestor que foi denunciado.
Em
TemPo:
O apresentador Tony Trindade, vem me surpreendendo no
que tange aos quesitos independência e parcialidade. É o mínimo que se espera
de um apresentador de programa jornalístico. Tecer elogios e fazer promoção
pessoal é coisa de colunista social.
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