A presidente Dilma Rousseff teria capital político
para ser "mais radical em sua faxina política", opinou a revista Economist
em reportagem publicada nesta quinta-feira, que começa descrevendo o "conhecido
roteiro" de queda de ministros no governo brasileiro: alegações de
corrupção, negações, novas provas, demissão.
"Agora, Carlos Lupi, o ministro dos
Transportes, parece ser o próximo a sair", diz a revista.
Para a Economist,
porém, a faxina ministerial, ainda que conte com aprovação popular,
"meramente toca na superfície de um problema com raízes na forma como a
política se desenvolveu no Brasil", citando a troca de cargos executivos
por apoio legislativo, com o objetivo de conseguir a aprovação de projetos.
Em
entrevista à publicação, Sylvio Costa, do site Congresso Em Foco, diz que o
Brasil tem "uma presidente forte que não consegue fazer nada sem o apoio
do Congresso. E esse apoio tem que ser comprado".
Agenda política
"(Dilma)
deu poucos sinais de que está interessada em fazer mudanças radicais nesse
sistema político de patronagem", afirma a reportagem da Economist.
"É mais possível que ela simplesmente continue a mandar embora (os
ministros) mais pecadores quando (denúncias) chegarem ao seu
conhecimento."
Na
opinião da reportagem, porém, Dilma poderia apostar em reformas políticas mais
profundas, considerando que "muito da agenda política da presidente - como
melhorar a educação e a saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em
infraestrutura - não depende da aprovação do Congresso".
siga no Twitter e no Facebook ao blog Dom Severino ( severino-neto.blogspot.com) @domseverino
Nenhum comentário:
Postar um comentário