Filho de João Frejat e Adélia
Frejat, José Frejat nasceu no Maranhão no dia 24 de março de 1924. Mais tarde,
mudou-se para o Rio de Janeiro, onde encerrou o curso secundário no Colégio
Pedro II e onde, aos 23 anos, ingressou na Faculdade Nacional de Direito da
Universidade do Brasil. Iniciou a militância estudantil na universidade como um
dos fundadores do Movimento de Reforma – que lutava por uma maior participação
estudantil na política brasileira. Foi eleito duas vezes presidente do Centro
Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO) em sua faculdade, nos anos de 1949 e 1950.
Em abril de 1950, o então
presidente da UNE, José Antônio Rogê Ferreira, renunciou. Quem assumiu seu
lugar, através de uma reunião extraordinária do Conselho da UNE, foi José
Frejat. Ele passou à presidência da entidade para cumprir o restante do mandato
de Rogê Ferreira, que terminaria em julho seguinte, encerrando o período de
hegemonia do PSB no movimento estudantil. A presidência seguinte da UNE,
representada por Paulo Egydio Martins, foi marcada pela ascensão da chamada
direita no movimento estudantil brasileiro.
Após o término do seu mandato
como presidente da UNE, Frejat assumiu a presidência do Diretório Central dos
Estudantes (DCE) da Universidade do Brasil, onde conseguiu a instalação de um
restaurante e a permanência da gratuidade do ensino nas quatorze faculdades que
compunham a Universidade do Brasil. Permaneceu como presidente do DCE até julho
de 1951 e se formou como advogado no final desse mesmo ano.
Frejat voltou à militância
política em 1956, quando se tornou secretário-geral e um dos fundadores do
Movimento Nacionalista Brasileiro (MNB). Ingressou no jornalismo como
redator-chefe de O Semanário – periódico de tendência nacionalista da
época. Em 1958, candidatou-se ao cargo de vereador do Distrito Federal, na
época o Rio de Janeiro, pelo PSB. Foi eleito segundo suplente e assumiu em
1959. Ainda nesse ano, formou-se em técnico de administração de pública pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Entre outubro de 1961 e maio de
1962, chegou a ser assessor parlamentar do ministro Gabriel Passos e,
posteriormente, subchefe de seu Gabinete, no Ministério de Minas e Energia, no
Governo João Goulart. Nesse período, tornou-se um dos integrantes da comissão
que efetivou o cancelamento das concessões de minério de ferro à empresa Hanna.
No ano de 1963, Frejat foi
efetivado membro da Coordenação do Comércio com os Países Socialistas da Europa
Oriental (Coleste) do Ministério das Relações Exteriores. Ainda nesse ano,
chefiou a administração da Eletrobrás com o cargo de assessor-chefe, tornando
obrigatório o concurso público para admissão dos funcionários na empresa.
Depois do golpe militar de 1964, O Semanário foi extinto e, logo em
seguida, Frejat foi demitido da Eletrobrás por conseqüência do Ato
Institucional nº 2, de outubro 1965.
Filiou-se ao Movimento
Democrático Brasileiro (MDB) e foi eleito vereador do município do Rio de
Janeiro em 1975. Candidatou-se a deputado estadual em 1978 e iniciou seu
mandato em abril de 1979, chegando a se tornar membro da Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ). Com a abertura partidária a partir de 1979, filiou-se ao Partido
Democrático Trabalhista (PDT), como parte de sua Comissão Executiva Nacional.
Quando Leonel Brizola chegou a governador do Rio de Janeiro, Frejat pleiteou a
Secretaria de Educação, que lhe foi negada. Recebeu a proposta de assumir a
pasta do Planejamento, mas não aceitou.
Em 1982, foi novamente eleito
deputado federal onde permaneceu até 1987. Em 1986, candidatou-se a senador
pelo Rio de Janeiro e não se elegeu. Em agosto do ano seguinte, rompeu com
Brizola e pediu sua saída do PDT em razão da expulsão de alguns membros do
partido, como Saturnino Braga e Jô Resende
Passou a fazer parte do Partido
Socialista Brasileiro (PSB) e, a convite de Saturnino Braga, assumiu a
Secretaria de Administração do município do Rio de Janeiro. Como secretário,
buscou sanear a crise financeira da prefeitura e também facilitar o processo de
administração municipal diminuindo a burocracia e integrando o servidor ao
público e à comunidade.
Em 1989, passou a integrar o
Partido da Social Democracia (PSDB). De 1990 a 1993, chefiou a Procuradoria da
Fazenda Nacional. Já em 1994, foi indicado ao cargo de subsecretário de Fazenda
da administração estadual, assumindo no início de 1995 e permanecendo no cargo
por dois anos. Em 1997, foi transferido para a Secretaria de Planejamento,
trabalhando como secretário-adjunto até 1998. No ano seguinte, foi indicado
para integrar à direção nacional do PSDB.
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