segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Memória do movimento estudantil brasileiro: José Frejat


Filho de João Frejat e Adélia Frejat, José Frejat nasceu no Maranhão no dia 24 de março de 1924. Mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde encerrou o curso secundário no Colégio Pedro II e onde, aos 23 anos, ingressou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Iniciou a militância estudantil na universidade como um dos fundadores do Movimento de Reforma – que lutava por uma maior participação estudantil na política brasileira. Foi eleito duas vezes presidente do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO) em sua faculdade, nos anos de 1949 e 1950.

Em abril de 1950, o então presidente da UNE, José Antônio Rogê Ferreira, renunciou. Quem assumiu seu lugar, através de uma reunião extraordinária do Conselho da UNE, foi José Frejat. Ele passou à presidência da entidade para cumprir o restante do mandato de Rogê Ferreira, que terminaria em julho seguinte, encerrando o período de hegemonia do PSB no movimento estudantil. A presidência seguinte da UNE, representada por Paulo Egydio Martins, foi marcada pela ascensão da chamada direita no movimento estudantil brasileiro.

Após o término do seu mandato como presidente da UNE, Frejat assumiu a presidência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade do Brasil, onde conseguiu a instalação de um restaurante e a permanência da gratuidade do ensino nas quatorze faculdades que compunham a Universidade do Brasil. Permaneceu como presidente do DCE até julho de 1951 e se formou como advogado no final desse mesmo ano.

Frejat voltou à militância política em 1956, quando se tornou secretário-geral e um dos fundadores do Movimento Nacionalista Brasileiro (MNB). Ingressou no jornalismo como redator-chefe de O Semanário – periódico de tendência nacionalista da época. Em 1958, candidatou-se ao cargo de vereador do Distrito Federal, na época o Rio de Janeiro, pelo PSB. Foi eleito segundo suplente e assumiu em 1959. Ainda nesse ano, formou-se em técnico de administração de pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entre outubro de 1961 e maio de 1962, chegou a ser assessor parlamentar do ministro Gabriel Passos e, posteriormente, subchefe de seu Gabinete, no Ministério de Minas e Energia, no Governo João Goulart. Nesse período, tornou-se um dos integrantes da comissão que efetivou o cancelamento das concessões de minério de ferro à empresa Hanna.

No ano de 1963, Frejat foi efetivado membro da Coordenação do Comércio com os Países Socialistas da Europa Oriental (Coleste) do Ministério das Relações Exteriores. Ainda nesse ano, chefiou a administração da Eletrobrás com o cargo de assessor-chefe, tornando obrigatório o concurso público para admissão dos funcionários na empresa. Depois do golpe militar de 1964, O Semanário foi extinto e, logo em seguida, Frejat foi demitido da Eletrobrás por conseqüência do Ato Institucional nº 2, de outubro 1965.

Filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi eleito vereador do município do Rio de Janeiro em 1975. Candidatou-se a deputado estadual em 1978 e iniciou seu mandato em abril de 1979, chegando a se tornar membro da Comissãda Comissr membro o de Constituição e Justiça (CCJ). Com a abertura partidária a partir de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), como parte de sua Comissão Executiva Nacional. Quando Leonel Brizola chegou a governador do Rio de Janeiro, Frejat pleiteou a Secretaria de Educação, que lhe foi negada. Recebeu a proposta de assumir a pasta do Planejamento, mas não aceitou.

Em 1982, foi novamente eleito deputado federal onde permaneceu até 1987. Em 1986, candidatou-se a senador pelo Rio de Janeiro e não se elegeu. Em agosto do ano seguinte, rompeu com Brizola e pediu sua saída do PDT em razão da expulsão de alguns membros do partido, como Saturnino Braga e Jô Resende
Passou a fazer parte do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e, a convite de Saturnino Braga, assumiu a Secretaria de Administração do município do Rio de Janeiro. Como secretário, buscou sanear a crise financeira da prefeitura e também facilitar o processo de administração municipal diminuindo a burocracia e integrando o servidor ao público e à comunidade.

Em 1989, passou a integrar o Partido da Social Democracia (PSDB). De 1990 a 1993, chefiou a Procuradoria da Fazenda Nacional. Já em 1994, foi indicado ao cargo de subsecretário de Fazenda da administração estadual, assumindo no início de 1995 e permanecendo no cargo por dois anos. Em 1997, foi transferido para a Secretaria de Planejamento, trabalhando como secretário-adjunto até 1998. No ano seguinte, foi indicado para integrar à direção nacional do PSDB.

siga no Twitter e no Facebook ao blog Dom Severino ( severino-neto.blogspot.com) @domseverino

Nenhum comentário: