A patifaria no Brasil foi institucionalizada, o que faz com que tudo nos pareça absolutamente normal, aceitável, sem que ninguém mais se escandalize com as denuncias de corrupção que inundam os noticiários da televisão, dos jornais impressos e dos portais.
Nesta onda de denúncias que o povo brasileiro toma conhecimento diariamente, através da imprensa, nenhum dos três poderes, consegue passar ileso, tem sempre um membro desses três poderes envolvidos em negócios ilícitos que maculam a imagem de uma instituição que existe para zelar pelo bem comum e assegurar os direitos de cada cidadão.
A presidência da república, sob o comando da presidenta Dilma Rousseff, vive mergulhada numa sucessão de escândalos, que não permite a essa chefe de estado governar com tranqüilidade. Em menos de um ano sete ministros já foram demitidos, sendo que cinco por envolvimento com a corrupção. Essas perdas revelam a dimensão de uma crise que ainda não ameaça esse governo, haja vista, o bom momento que a economia brasileira está passando.
O estado do Rio de Janeiro, o segundo mais importante estado brasileiro, vive sob o comando de dois governos: um oficial, representado pelo governador Sérgio Cabral e um clandestino, representado pelo crime organizado. Recentemente o aparato de segurança desse Estado, invadiu o complexo da Rocinha, como um país e guerra invade o país adversário. Com direito a comemoração, com uma banda de música executando o Hino Nacional e hasteamento da bandeira brasileira.
No Poder Legislativo, nos seus três níveis, o povo brasileiro não está representado por políticos de escol, mas pela escória da sociedade brasileira, por profissionais da política que para se elegerem a um cargo eletivo, não precisam ter uma biografia limpa, serem dotados do dom da oratória e comprometidos em resolver os graves problemas sociais deste país. Bastando ter muito dinheiro para ganharem um assento no Senado, na Câmara Federal, na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal. No Brasil não existe nenhum mérito em se conquistar uma vaga nesse poder.
O Poder Judiciário, não difere nada dos outros poderes, pois é tão permissivo quanto os outros. E com mais um agravante: um membro desse poder quando pego num malfeito, como por exemplo, o caso de um juiz piauiense que foi preso tentando extorquir uma prefeita, receberá como punição um prêmio, que é a sua aposentadoria.
A segurança brasileira é um verdadeiro caso de policia. Mas também pudera, com policias civis e militares, com exceção do Distrito Federal (DF), percebendo salários aviltantes, o que se poderia esperar dela? O que temos está claro e acontece diante dos nossos olhos.
No Brasil a maconha não é descriminalizada porque não interessa a elite brasileira. Que de algum modo se beneficia da sua criminalização.
No Brasil atual, encontrar uma pessoa ética e de moral ilibada, é mais difícil do que se encontrar agulha no palheiro. Aqui o que prevalece e a esperteza e a cultura do levar vantagem em tudo. A famosa lei do Gerson. A mais aplicada neste país.
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