“O superintendente, oriundo de “São Luís”, está
sendo acusado de uso indevido de veículo oficial”
Hoje pela manhã ao ligar o meu televisor num
programa do tipo "mundo cão", muito comum no Brasil do dias de hoje,
onde o sensacionalismo é a tônica, me deparei com uma notícia dando conta do
afastamento do superintendente da Policia Rodoviária Federal (PRF-PI), Mário
Nilton Pereira de Sousa. Até ai, tudo bem, porque se trata realmente de uma
notícia. Mas o que me causou espécie foi o fato do locutor, ao apresentar a
notícia, dando ênfase ao fato desse senhor ser maranhense. O que para mim soou como
uma discriminação velada contra um estado, cujo povo recebe e acolhe muito bem
os piauienses, sejam eles autoridades ou não. O juiz Federal Roberto Veloso que
não me deixe mentir.
A propósito: desde a década de 70, reside em São Luís,
um piauiense analfabeto de pai mãe, de nome Jairzinho da Silva, que assim como
o locutor citado acima, começou fazendo um programa pela manhã, usando um
linguajar pobre, mas de que não era levado em consideração por um povo que é
considerado em todo o país, como o que melhor falar o português. Esse locutor
fez tanto sucesso, que chegou a ser eleito vereador de São Luís por vários mandatos
e vice-prefeito da também piauiense, Gardênia Ribeiro Gonçalves. Se se cito
esses fatos, é para mostrar para uma gente sem valor, que o maranhense é o
estado nordestino que melhor acolhe o piauiense.
Mas como se não bastasse só o fato já citado acima,
eis que me deparo novamente com o mesmo preconceito velado dirigido ao povo
maranhense, num site, cujo dono já foi empregado de um empresário maranhense.
Agora veja o que diz a nota: “A Polícia Rodoviária Federal do Piauí afastou o
superintendente Mário Nilton Pereira de Sousa nesta segunda-feira (21/11). O
superintendente que assumiu há alguns meses o posto no estado, é “oriundo de
São Luís”, e está sendo acusado de uso indevido de veículo oficial”.
É óbvio que esse preconceito parte de uma gente
desqualificado, burra, que nunca nem se deu ao trabalho de conhecer a história
do seu estado, que contou com a participação de maranhenses ilustres, com o
ex-governador Eurípedes Aguiar, os advogados Flavio Teixeira de Abreu (um dos
maiores causídicos do Piauí), Celso Barros Coelho (uma personalidade que
dispensa qualquer comentário), Higino Cunha (um grande intelectual piauiense).
Esses nomes todos os maranhenses não conhecem, uma vez que não por necessidade,
mas por comodidade fizeram os seus estudos em terras piauienses. Só para
concluir cito o secretário geral da OAB nacional, o advogado Marcus Vinicius
Furtado Coelho.
Aqui não estou entrando no mérito da causa que levou
ao afastamento do superintendente, mas no preconceito velado contra um povo que
sempre acolheu bem os piauienses e nordestinos de um modo geral, que tangidos
pela seca inclemente que produz fome se sede, encontravam nesse Estado de um
povo generoso e bom.
Em
TemPo:
Da última vez que Hugo Napoleão (casado com uma
maranhense ilustre) foi candidato ao governo do estado do Piauí, a imprensa
local só tachava Leda Chaves de macumbeira e outras palavras nada lisonjeiras.
Enquanto que na campanha de Gardênia Ribeiro Gonçalves, a prefeitura de São
Luís do Maranhão, nenhum marqueteiro e membros da imprensa maranhense, inclusive
eu, que era um dos coordenadores da campanha do candidato Jaime Santana, usamos
contra essa senhora o fato dela ser piauiense. Usar de preconceito contra o maranhense é de uma audácia inominável.
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