segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um pacto pelo emprego se impõe


A taxa de desemprego na Espanha atingiu algo em torno de 21%. Essa porcentagem representa um quarto da população ativa da quarta maior economia da Zona do Euro.

A economia espanhola se debate com a taxa de desemprego mais elevada da Zona Euro, o que penaliza o consumo das famílias, e que vai obrigar o novo governo, que vai assumir dentro dos próximos dias em substituição a Zapatero, a adotar novas medidas que visem à criação de 5 milhões de novos empregos. Uma tarefa muito difícil, para não dizer impossível.

O mundo todo se vê diante de uma gravíssima situação, provocada por uma crise financeira mundial que começou nos EUA em 2008 e que em 2011 vem provocando a falência de vários países europeus.

É óbvio que essa crise financeira mundial é uma das principais causas do desemprego em todo o mundo, mas não podemos esquecer que o problema do desemprego vem de longe; desde que o pleno emprego acabou como conseqüência do emprego das máquinas na indústria, sem nenhum critério. Com o os robôs e os computadores, tomando o lugar do homem nas indústrias, na agricultura e até mesmo nos escritórios. 

Com as máquinas passando a ocupar o lugar do homem, o homem que sente necessidades básicas e consome, tornou-se obsoleto, uma mera peça de museu.

Ocorre que a máquina não consome o que contraria os três princípios básicos da economia: produção, distribuição e consumo, ou o que produzir, o quanto produzir e para quem produzir.

Sem que seja firmado um pacto pelo emprego, que passa necessariamente, pela prioridade dada ao homem na busca pelo emprego, não há saída possível. Mas esse pacto é de difícil viabilização, porque o capital não quer abrir mão dos super lucros, que o empresário só consegue, fazendo uma opção pelas máquinas.    

Mas esse pacto que proponho é uma questão de sobrevivência, tanto do capital como do trabalho humano.

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