A taxa de desemprego na Espanha atingiu algo em torno
de 21%. Essa porcentagem representa um quarto da população ativa da quarta maior
economia da Zona do Euro.
A economia espanhola se debate com a taxa de desemprego mais elevada da Zona Euro, o que penaliza o consumo das famílias, e que vai obrigar o novo governo, que vai assumir dentro dos próximos dias em substituição a Zapatero, a adotar novas medidas que visem à criação de 5 milhões de novos empregos. Uma tarefa muito difícil, para não dizer impossível.
O mundo todo se vê diante de uma gravíssima situação,
provocada por uma crise financeira mundial que começou nos EUA em 2008 e que em
2011 vem provocando a falência de vários países europeus.
É óbvio que essa crise financeira mundial é uma das
principais causas do desemprego em todo o mundo, mas não podemos esquecer que o
problema do desemprego vem de longe; desde que o pleno emprego acabou como conseqüência
do emprego das máquinas na indústria, sem nenhum critério. Com o os robôs e os
computadores, tomando o lugar do homem nas indústrias, na agricultura e até mesmo
nos escritórios.
Com as máquinas passando a ocupar o lugar do homem, o homem que
sente necessidades básicas e consome, tornou-se obsoleto, uma mera peça de
museu.
Ocorre que a máquina não consome o que contraria os três princípios básicos da economia: produção, distribuição e consumo, ou o que produzir, o quanto produzir e para quem produzir.
Sem que seja firmado um pacto pelo emprego, que
passa necessariamente, pela prioridade dada ao homem na busca pelo emprego, não
há saída possível. Mas esse pacto é de difícil viabilização, porque o capital
não quer abrir mão dos super lucros, que o empresário só consegue, fazendo uma
opção pelas máquinas.
Mas esse pacto que proponho é uma questão de
sobrevivência, tanto do capital como do trabalho humano.
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