quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma política deliberada: sucatear para justificar a privatização


O governo do estado do Maranhão, para justificar a privatização da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), e depois vendê-la a preço de banana, primeiro ele deixou de investir nessa empresa, o que a levou a ser considerada a pior empresa do setor elétrico.

Com a o consumidor maranhense insatisfeito com essa concessionária de energia, o clima favorável a sua venda se estabeleceu. Primeiro a CEMAR foi vendida para Pennsylvania Power and Ligh (PPL), que de uma hora para outra se desinteressou pelo negócio e Agência Nacional de Energia elétrica (ANEEL), passou adiante essa empresa maranhense, a custo zero. Um negócio totalmente obscuro, a começar pela desistência da PPL.  

A Empresa Brasileira de Correis e Telégrafos (EBCT), passa pelo mesmo processo. O governo federal está transformando uma empresa que era símbolo da eficiência neste país e orgulho do povo brasileiro, numa empresa ineficiente, não por culpa dos seus servidores, mas devido a uma política deliberada do governo federal de privatizá-la. Desmotivar o trabalhador dos Correios e o primeiro passo.

A Eletrobrás-PI, antiga Companhia Energética do Piauí (CEPISA), também vai pelo mesmo caminho, com tudo sendo preparado para vendê-la. Na atualidade a Eletrobrás-PI é a pior concessionária de energia elétrica do Brasil. E pelo visto, ela já tem um comprador, o mesmo grupo que controla hoje a CEMAR, o grupo Garantia Investimentos, dos megas investidores João Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira.  

A propósito: A Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) faz propaganda na TV Clube de Teresina. Qual o propósito? Vender uma boa imagem para os seus futuros consumidores. Não é de hoje, que a CEMAR troca informações com a CEPISA, agora Eletrobrás-PI. Com qual interesse?

Em TemPo:

Esse grupo ao assumir o controle da CEMAR, a primeira decisão tomada, foi acabar com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Maranhão-STIU-MA, que ainda resiste, graças aos trabalhadores da CAEMA e dos trabalhadores dos SAAEs. Hoje muitos ex-funcionários da CEMAR, considerados dinossauros, por serem velhos, trabalham na Eletrobrás-PI. 
 


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