quinta-feira, 16 de maio de 2013

Jaques Wagner: Um petista bastante realista

Petista realista é uma raridade nos dias de hoje é que a maioria dos petistas vive de sinecuras e prebendas, o que os impede de terem uma opinião isenta. Mas vez por outra, eis que surge algum, que sem meias palavras, solta o verbo e fala com tanta sinceridade que dentro do seu partido, muitas vozes se levantarão contra a sua honestidade.

O governador do estado da Bahia, Jaques Wagner em entrevista às paginas amarelas da revista Veja que se encontra nas bancas, é uma dessas raridades, pois nessa entrevista ele admite que o Partido dos Trabalhadores (PT) só conseguiu chegar ao terceiro governo, graças ao Plano Real e a Lei de Responsabilidade.  Veja o que ele diz num trecho dessa entrevista: “Não dá para falar que tudo começou com o PT, é uma burrice não reconhecer o que os outros fizeram”.

Antes ele havia dito, que os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deram uma grande contribuição ao país - ao incorporar à cultura do controle da inflação e a parcimônia nos gastos públicos. Duas verdades inquestionáveis.

Sobre a corrupção, Jaques Wagner disse que ela sempre vai existir, mas que já tem muitas empresas que não operam com caixa dois. Nessa sua afirmação, o governador admitiu a existência de corrupção e caixa dois no governo, o que ele reforça, quando instado a falar sobre a existência do Mensalão,  diz: “ Se você chama dez partidos e diz que cada um vai ter que eleger 100 prefeitos, o cara vai dizer: “E ai, cara-pálida, como e vou fazer campanha?”. Os partidos apresentaram o seu preço. Como foram buscar esse dinheiro? Mas deu no que deu”.   

A respeito do longo tempo que o PT está no governo, Jaques Wagner afirma que é a favor da alternância de poder e que dezesseis anos de governo  é um bom tempo para se falar de fadiga de material. Nesses dezesseis anos estão incluído os próximos quatro anos que ele acredita ainda serão de governo Dilma Rousseff.

Essa fadiga de material já é perceptível, junto ao brasileiro esclarecido, junto daquele que não depende do programa Bolsa Família para sobreviver.  O Bolsa Família que assegurou a vitória de Dilma sobre Serra em 2010.

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