O PT e o PMDB que governam o país, nos bastidores, vivem
às turras, porque o primeiro cede à fome insaciável de poder do segundo, mas
sem permitir aquilo que no jargão político se convencionou chamar de Porteira
Fechada, que significa: o governo cede um ministério
ou a presidência de uma estatal ao PMDB, sem amplo comando e direito a todas as
nomeações.
É como se a pasta ofertada ao PMDB fosse representada
por um peixe, com a cabeça cabendo ao partido do vice-presidente Michel Temer,
do presidente do Senado Renan Calheiros e do presidente da Câmara Federal e o
resto ficasse com o próprio governo. Mas, como um corpo não é só à cabeça, isso
significa que o corpo para funcionar depende dos outros órgãos que desempenham
um papel administrativo. Sem os quais, o ministro se transforma do numa verdadeira rainha da Inglaterra, que reina mais não governa. O ministro dos Transportes, o baiano César Borges é o caso mais emblemático.
A situação do PMDB dentro do governo Dilma Rousseff não
é tão confortável, como a aparência faz supor. É que a presidente da república,
nunca teve nesse seu aliado, um parceiro confiável. Nessa relação conflituosa, um partido vive
espreitando o outro.
Em alguns estados da federação, o esgarçamento da
relação PT-PMDB já está escancarado, pela disputa regional, mas passa também pela
questão da repartição dos cargos públicos.
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