sábado, 18 de maio de 2013

Ministérios sem porteiras fechadas


O PT e o PMDB que governam o país, nos bastidores, vivem às turras, porque o primeiro cede à fome insaciável de poder do segundo, mas sem permitir aquilo que no jargão político se convencionou chamar de Porteira Fechada, que significa: o governo cede um ministério ou a presidência de uma estatal ao PMDB, sem amplo comando e direito a todas as nomeações.

É como se a pasta ofertada ao PMDB fosse representada por um peixe, com a cabeça cabendo ao partido do vice-presidente Michel Temer, do presidente do Senado Renan Calheiros e do presidente da Câmara Federal e o resto ficasse com o próprio governo. Mas, como um corpo não é só à cabeça, isso significa que o corpo para funcionar depende dos outros órgãos que desempenham um papel administrativo. Sem os quais, o ministro se transforma do numa verdadeira rainha da Inglaterra, que reina mais não governa. O ministro dos Transportes, o baiano César Borges é o caso mais emblemático.

A situação do PMDB dentro do governo Dilma Rousseff não é tão confortável, como a aparência faz supor. É que a presidente da república, nunca teve nesse seu aliado, um parceiro confiável.  Nessa relação conflituosa, um partido vive espreitando o outro.

Em alguns estados da federação, o esgarçamento da relação PT-PMDB já está escancarado, pela disputa regional, mas passa também pela questão da repartição dos cargos públicos. 

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