sábado, 12 de dezembro de 2015

Fernando Henrique Cardoso: “O super sincero”


FHC é tão igual aos demais políticos brasileiros que seguiu o caminho de José Sarney e ingressou na ABL


A maior virtude do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o autor do livro Diários da Presidência é a sinceridade. Uma qualidade rara nos dias de hoje, na política nacional.

Nesse seu livro FHC se revela de uma franqueza surpreendente ao se mostrar um político igual aos demais, como no episódio da anistia do senador Humberto Lucena e mais 15 políticos que foram condenados pela justiça eleitoral, por uso indevido da gráfica do Senado e que foram anistiados por ele.

Na frase “O PMDB hoje não é um partido, é uma confederação de interesses e de valores”,  FHC também se manifesta de maneira admirável, porque despe o PMDB, um partido que desde sempre foi fisiologista, corporativista e patrimonialista.

Na escolha do seu ministério, FHC já estava preocupado em praticar o presidencialismo de coalizão, caracterizado pela política de coalizões partidárias, que significa trocar votos por apoio e em atender aos interesses partidários e regionais de cada bancada. Não preocupado em refazer o equilíbrio regional, com ênfase na busca de diminuir o desequilíbrio entre as regiões ricas e as secularmente empobrecidas.   

Esse livro promete ser um best seller pela curiosidade que ele desperta por revelar as entranhas do poder e as negociatas que o presidente num regime presidencialista de coalizão é obrigado a fazer para governar.

por Joachim Arouche

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