quarta-feira, 16 de março de 2016

Michel Temer imergiu



Temer está fugindo dos holofotes da imprensa para não ter que dar explicações que cause embaraço, a si e ao partido que preside há mais de duas décadas.

O PMDB realizou convenção no último final de semana e sinalizou na direção de um rompimento com o governo do qual é sócio, ao dar um aviso prévio de 30 dias à presidenta Dilma Rousseff, para que nesse espaço de tempo o governo se adeque ao partido presidido por Temer.

O vice-presidente da república Michel Temer que a partir do momento em que a cassação da chapa Dilma-Temer pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE) passou a ser encarada com a saída mais provável, passou a falar menos e a emitir opinião sobre a situação do governo e do país, porque até aqui ele não conseguiu desvincular o seu partido de um governo do qual participa com sete ministérios e centenas de cargos no segundo e terceiro escalões.

Hoje, o vice Michel Temer anda preferindo o anonimato, para se livrar de perguntas indiscretas e não ter que responder sobre a sua participação no governo federal, sobre a situação vexatória do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos réus em processos no STF.

O passado do PMDB é o maior empecilho ao sucesso do projeto político de Michel Temer, por uma razão muito simples: é que o PMDB desde o governo do presidente José Sarney, vem fazendo parte direta e indiretamente dos governos Fernando Collor, Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma.

por Joachim Arouche

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