domingo, 6 de março de 2016

Quem defende investigado corre o risco de ser tomado por conivente





Olívio Dutra continua deslocando-se de bicicleta e ônibus por toda Porto Alegre

O bom senso nos recomenda que devemos ser muito criteriosos na hora de emprestarmos apoio a quem quer que seja. Até mesmo aos nossos parentes, aos nossos maiores amigos e até benfeitores. Ocorre que por mais próximos que sejamos de alguém, esse alguém nunca se revela de todo para nós.

A presidenta Dilma Rousseff deveria ouvir o ex-governador gaúcho, Olívio Dutra, tido e havido dentro do seu partido e fora dele, como um dos petistas mais ético, mais realista e com uma biografia invejável. Quem conhece Olívio Dutra na sua intimidade, tem desse senhor um conceito muito elevado, por ele ter desempenhado na vida pública vários cargos e não praticou nenhum ato que possa desabonar sua conduta.

É de pessoas como Olívio Dutra que não fazem questão de agradar para que sejam acolhidos e incensados, que a presidenta Dilma Rousseff nesta hora precisa se acercar. De pessoas que representam uma reserva moral.

O ex-governador Olívio Dutra, pela vida espartana que leva, pode muito bem ser comparado ao ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica. A frase: “Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade.”, bem que poderia ser atribuída ao ínclito Olívio Dutra. 

Embora ele não goste desses rasgados elogios, mesmo assim eu tomei essa liberdade por admirá-lo muito.  



Por Astro de Ogum Pinheiro Machado
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