terça-feira, 17 de maio de 2016

É preciso combinar com os alemães, digo, chineses

Se a solução para a nossa crise econômica, dependesse só de boa vontade, o Brasil não estaria na situação em que se encontra  

A economia chinesa perde dinamismo no seu crescimento e isso reflete nas economias periféricas.

A República Popular da China ao perder mercados, perde dinamismo no seu crescimento, o que afeta diretamente os países grandes exportadores de matéria prima, como o Brasil que foi impactado com a redução da compra de minério de ferro e soja pelo governo chinês, que se volta agora para o seu mercado interno.

O insaciável apetite de Pequim pelas matérias primas da América Latina terminou e deixou ferido de morte os países dependentes das exportações de commodities, que buscam, em meio a uma recessão econômica mundial, algo que estimule o desenvolvimento. Agregar valor aos produtos, poderá representar uma alternativa para os países da América do Sul.

"O desafio que a OCDE propõe aos países da América Latina é desafiador e requer dos países que tem na China um grande mercado importador, grandes investimentos em mão de obra especializada. A região precisa de políticas decisivas de diversificação produtiva, melhora da qualidade dos bens e serviços e uma integração regional, resume Ángel Melguizo, chefe da unidade para a América Latina da OCDE".

Os BRICS que na primeira fase da crise internacional quase não foram afetados, graças ao segundo motor da economia mundial, a República Popular da China, com o agravamento da crise chinesa foram jogados na recessão. 


 por Joachim Arouche
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