quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A poesia segundo Adelino Fontoura

Celeste

É tão divina a angélica aparência
e a graça que ilumina o rosto dela,
que eu concebera o tipo de inocência
nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela,
exilada na etérea transparência,
sua origem não pode ser aquela
da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura
e a luminosa auréola sacrossanta
de uma visão do céu, cândida e pura.

E quando os olhos para o céu levanta,
inundados de mística doçura,
nem parece mulher - parece santa.

Adelino Fontoura Chaves foi um jornalista, ator e poeta brasileiro do romantismo, patrono da cadeira nº1 da Academia Brasileira de Letras (ABL).
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