terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A máquina não reivindica e o empregador não recolhe encargos sociais

A máquina que substitui o homem no mercado de trabalho não sente fome, não sente sede e não sente frio, por isso não consome e o seu empregador ainda por cima não recolhe encargos sociais, o que faz aumentar o lucro do empregador mas, em contra partida, compromete o Instituo Nacional de Seguridade Social (INSS) e o FGTS.

O emprego em excesso de automação e robotização na indústria – que vem crescido numa velocidade surpreendente - está transformando o, outrora, trabalhador em fiscal, supervisor e operador de máquina com enorme poder de autonomia.

O robô, o computador, a empilhadeira, a colheitadeira, a betoneira com bombeamento de concreto em larga escala, o serviço de Call Center (utilizado pelas concessionárias de energia elétrica), o bilhete eletrônico (para pagamentos de passagens de ônibus intermunicipais), o serviço online ofertado pelos bancos; tudo isso está matando o serviço formal e terceirizando e precarizando o serviço de um modo geral. O Trabalho terceirizado que, via de regra, é mal remunerado e o trabalhador não tem plano de saúde.


O desemprego só está atingindo esse nível espetacular porque, insisto, a máquina está substituindo o homem e o empregador não vê o homem e só consegue enxergar o lucro. E a favor da máquina ainda pesa o fato de que a máquina não reclama, não reivindica, não estressa o seu dono, porque reclama os seus direitos na justiça. (DS)
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