quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O clima é de absoluta anormalidade



Também pudera, com o país sendo tragado por uma sucessão de crises, sendo que a mais grave de todas é a institucional, provocada pelo presidente do Senado que resolveu desafiar o Poder Judiciário.

A crise econômica, que é o desdobramento da crise política, agudiza-se a cada dia, devido à falta de confiança dos investidores num governo que tem muitos dos seus assessores, supostamente envolvidos com o escândalo do Petrolão, como acaba de revelar um dos delatores do grupo Odebrecht. 

As pesquisas apontam a crescente queda na avaliação do governo Temer pelo povo brasileiro, como a mais recente, onde só 10% da população brasileira confia no atual governo.

O governo federal tenta criar uma agenda positiva, mas o mundo parece conspirar contra o presidente Michel Temer, pois esse governo, assim como o da ex-presidenta Dilma Rousseff, tem um apoio pendular e condicional dos partidos políticos, o que faz com que qualquer governo conviva permanentemente com um clima de instabilidade política. Assim, nenhum presidente consegue tirar este país do atoleiro em que se encontra.

Num sistema político como o nosso, de presidencialismo de coalizão, o governo central tem pés e mãos atados, porque a relação entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo é o mesmo praticado na feira, onde funciona o escambo.

O Brasil convive, além das crises de natureza política, econômica, institucional, moral e ética, ainda com uma violência que mata mais do que as guerras da Síria e do Iraque, juntas. No Sul e Sudeste é o crime organizado que assusta e no Nordeste é o Novo Cangaço.
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