sexta-feira, 19 de maio de 2017

A corrupção no Brasil é suprapartidária, sistêmica e endêmica




Temer vai resistir o quanto puder, para não perder o foro privilegiado (prerrogativa de função), o que o protege das garras da Operação Lava Jato. Sem foro é cair nas mãos de Moro. 
   
A Operação Lava Jato, entre muitos serviços que vem prestando ao Brasil, um se sobrepõe, que é o de desmascarar e desnudar os membros de uma classe política que humilha e ultraja a nação brasileira. Os corruptos travestidos de políticos.

O acordo de delação premiada firmado entre o empresário Joesley Batista e a Operação Lava Jato, que permitiu a esse empresário, com a autorização da Suprema Corte, gravar o presidente da república e desmascarar o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que na gravação feita por Joesley Batista aparece pedindo dois milhões de reais ao dono do frigorífico Friboi para pagar os honorários de uma banca advocatícia, reforça no imaginário brasileiro o sentimento de que os políticos brasileiros, observando as exceções de praxes, não são confiáveis.

Com mais essa ação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, fica bastante claro para a população brasileira que na política nacional todos são iguais, ou seja, que nenhum partido tem moral suficiente para apupar ou condenar o outro. Isso nivela os partidos brasileiros por baixo.  
 
O Partido dos Trabalhadores (PT), que criticava o juiz federal Sérgio Moro e a Operação Lava Jato, por considerar os atos da Lava Jato seletivos e focados exclusivamente nos membros do partido de Lula, com as últimas ações da Lava Jato, perdeu o discurso de vitimização e de perseguição. Ocorre que neste momento, todos os grandes partidos brasileiros lutam para se livrar das garras das Operação Lava Jato. 

O presidente da república Michel Temer no dia de ontem (18/05), fez um discurso de "desagravo" movido pelo medo, mas não convenceu nem aos seus assessores mais próximos. A situação de Temer é insustentável e periclitante.
  
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