sexta-feira, 5 de maio de 2017

O perigo reside no excesso de tecnologia




Até Bill Gates está preocupado com a acumulação de riqueza que a revolução robótica trará - e para evitar uma tragédia iminente, está propondo a tributação dos robôs, uma tese inicialmente defendida pelo economista francês Benoît Hamon.  

São muitas as previsões que falam de um avanço mais ou menos irrefreável dos robôs e da automação em geral, que fatalmente ocuparão cada vez mais o chão das fábricas, escritórios e os campos agrícolas. Com as presenças das máquinas, os trabalhadores humanos com direito a férias, licença médica e greves, vão sendo automaticamente substituídos. Os encargos sociais e a competitividade são os maiores adversários dos trabalhadores.

Agora mesmo, acaba de ser lançado um trator para ser usado nos campos agrícolas, que opera sem a necessidade de um tratorista.

O desemprego estrutural, que é aquele em que a vaga do trabalhador é substituída por máquinas ou processos modernos, é o principal responsável pelo índice absurdo de desemprego no mundo. Na indústria automobilística, segundo uma recente pesquisa, só 5% da mão de obra empregada é humana. Isso talvez explique esses quase 15 milhões de desempregados no Brasil.

Ou os governos disciplinam o uso, o emprego da máquina na atividade laboral ou o que veremos é uma guerra entre homens e máquinas. Uma nova revolução Neoludita (medo do presente e do futuro tecnológico) já está aparecendo no radar.

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