segunda-feira, 22 de maio de 2017

Aécio e Cunha esperavam em Temer



Um terremoto político jogou    numa mesma vala comum, Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer. O barco em que navegam Aécio, Cunha e Temer está afundando

A adesão de maneira incondicional do PSDB ao projeto político do PMDB se ancorava na possibilidade de sucesso do governo de Michel Temer, o que poderia ajudar o presidente afastado do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), cujo nome aparece em várias delações premiadas, a livrar-se das acusações e dos processos que pesam contra esse político mineiro no STF. Mas como o governo Temer não foi bem sucedido e está sob a ameaça de acabar, assim como acabou o governo de Dilma Rousseff, as esperanças de Aécio Neves caíram por terra.  
      
O mesmo entendimento teve o ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato num presídio da cidade de Curitiba. Ocorre que Cunha que já foi condenado em vários processos, por ser um político conhecedor das entranhas do poder central e conhecer como ninguém e em profundidade o currículo vitae das principais lideranças do PMDB, inclusive do presidente da república Michel, apostou todas as suas fichas nesses trunfos que se bem explorados, poderiam livrá-lo da prisão e de alguns processos. Mas como o governo Temer anda para trás como caranguejo, a sorte de Cunha não mudará.

Hoje podemos dizer sem nenhum exagero que o presidente Michel Temer está numa situação muito parecida como as do senador Aécio Neves e do ex-deputado federal Eduardo Cunha, inseguro e com medo do futuro. As acusações dos empresários Marcelo Odebrecht, de Mônica Moura, João Santana, Joesley e Wesley Batista, colocam Temer no olho do furacão, ou seja, no radar da Operação Lava Jato.
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