A crise econômica e financeira chegou às prefeituras de todo
o país e anda tirando o sono dos gestores dos municípios mais afetados e que estão
demitindo comissionados e rescindindo contratos para que a situação não piore
ainda mais. O caos tomou conta das prefeituras após a queda de 21% no repasse
do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês outubro. Ao todo, serão R$
24 milhões a menos este ano.
Muitas prefeituras, para tentar driblar a crise, optaram
pela exoneração de comissionados que já estavam sem receber, rescindiram
contratos e justificam as demissões dizendo que estão vivendo um período
difícil. O que qualquer pessoa sensata não duvida.
Em algumas prefeituras, apenas o quadro fixo de
funcionários permanece. Diante de um quadro tão preocupante como esse aos
gestores municipais não resta outra alternativa, que não seja reduzir gastos -
e as primeiras vítimas são os funcionários comissionados, o que acaba criando
um novo problema para os prefeitos, neste caso, o aumento do desemprego nos seus
respectivos municípios.
Aumentar impostos poderia ser uma solução de parte do
problema se isso não impactasse na economia, porque aumento de impostos sempre
acaba provocado demissões no comércio e na indústria.
Os prefeitos mais prudentes iniciaram suas gestões sem inchar
a máquina pública, procurando trabalhar com o pessoal efetivo e investindo numa
máquina administrativa ativa, capacitada, equilibrada e eficiente. Outros no
entanto, porque precisavam honrar compromissos de campanha, contrataram
servidores comissionados a torto e a direito. Sem critério e passados alguns
meses estão sendo obrigados a demitir servidores contratados.
A solução para esse grave problema seria a recuperação
econômica, mas isso ainda está muito distante, haja vista, os sucessivos
aumentos dos preços administrados (gás,
gasolina, diesel, tarifa de ônibus, energia elétrica e conta de telefone),
que durante muito tempo foram mantidos artificialmente e que agora estão sendo
reajustados a todo momento.
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