A possibilidade do negro americano Barack Obama de chegar à presidência dos Estados Unidos da América (EUA), a cada nova vitória sua nessa disputa pela indicação do Partido Democrata, torna-se cada vez mais concreta. Se tal fato se confirmar, essa vitória será a coroação de uma luta sem trégua dos negros americanos contra a apartheid social.
Enquanto um negro americano já sonha em chagar a Casa Branca, o negro brasileiro, ainda trava uma renhida luta por uma política de cotas que lhe permita ter o acesso a universidade facilitado (essa primeira conquista nesse campo vem gerando muita polemica). È um passo ainda tímido no sentido de reparar todos esses anos de injustiças e exclusão social, praticados contra o negro em solo brasileiro; mas já representa um avanço num país que sempre camuflou uma situação que se revela mais cruel toda vez que o negro disputa uma vaga no mercado de trabalho.
Essa lei de cotas que hoje só existe para o ingresso do negro na universidade também deveria ser estendido ao mercado de trabalho, a disputa política e ao ingresso do negro nas Forças Armadas. No Brasil, almirante negro só na música popular brasileira. No Exército, até que a coisa é mais democrática, mas na Marinha e na Aeronáutica - a coisa é muito mais séria.
Mas a questão do preconceito não se resolve só com políticas do governo federal, mas, principalmente pela atitude afirmativa do próprio negro que ao invés de se apequenar deve cerrar fileiras em prol da sua luta e buscar o fortalecimento de uma consciência negra e cidadã. Uma consciência de negritude que passe pela ajuda mútua entre os próprios negros.
É muito comum se ouvir dizer que no Brasil não existe preconceito social, mas sim estratificação social, o que convenhamos se trata de negar uma realidade que só quem vive na própria pele essa dura realidade sabe aquilatar a força e a dimensão dessa tragédia.
Nos Estados Unidos da América, não é mais nenhuma novidade se ver um negro ocupando um cargo de grande relevância e importância no governo e na iniciativa privada. No governo de George W. Bush, o nome de maior visibilidade depois do presidente, é o da secretária de Estado Condoleezza Rice, uma negra cuja biografia inclui um doutorado pela Universidade de Denver e professora da Universidade de Stanford e um curso de piano.
O ministro do STF Joaquim Barbosa, é um exemplo a ser seguido pelos nossos afro descendentes, cuja biografia é digna de ser imitada. O mesmo não pode ser dito do rei do futebol Edson Arantes do Nascimento (o Pelé).
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