Na política piauiense não existe nenhum político
com mandato que possa se considerar melhor do que o outro. É que todos são
inexpressivos e quando se destacam na grande mídia é por terem pego carona
numa ideia de um político das regiões Sul ou Sudeste, como por exemplo, na lei
dos royalties do petróleo, de autoria do ex-deputado gaúcho Ibsen Pinheiro que
depois de ser vetada pelo ex-presidente Lula, vários parlamentares da região
Nordeste resolveram assumir a paternidade dessa causa.
Até parece implicância
contra os políticos piauienses mas não é não, é apenas uma constatação. Dito
isso, vamos agora direto ao que interessa ao internauta, que é o embate que está
sendo travado entre o ex-senador Heráclito Fortes, que acusa o senador
Wellington Dias (PT-PI) de ter realizado dois governos medíocres, mesmo tendo
os seus dois mandatos coincididos com os dois mandatos do ex-presidente Luís
Inácio Lula da Silva. E aponta o fracasso dos projetos do grupo Suzano Papel e
Celulose, da Companhia Vale, da Brasil Ecodiesel, da Transnordestina, do Porto
de Luís Correia, das cinco usinas hidrelétricas e a tragédia da Barragem de
Algodões . Wellington Dias se defende das acusações feitas contra ele pelo ex-senador do DEM apresentando números do recapeamento
asfáltico de rodovias e a crise financeira internacional como justificativa para a suspensão dos projetos da Vale, da
Suzano, da Brasil Ecodiesel e das cinco usinas previstas para serem construídas no rio Parnaíba.
Nessa disputa que está sendo
travada entre o ex-senador Heráclito Fortes e o senador Wellington Dias, o povo
piauiense tende a acreditar mais no ex-senador porque tudo o que ele disse a
respeito da inoperância do atual senador, enquanto governador, é possível comprovar,
bastando apenas visitar os lugares onde esses projetos deveriam ser instalados.
O senador Wellington Dias contra ataca Heráclito Fortes,
afirmando que o ex-senador do DEM nos seus oitos anos de Senado, como
representante do estado do Piauí, só conseguiu uma escada de incêndio Magirus.
Heráclito Fortes por sua vez revida apontando como mais um fracasso dos governos
Wellington Dias e Wilson Martins: a não conclusão da principal estrada de exportação de
soja produzida no cerrado piauiense.
A realidade é uma só: sob os governos FHC, Lula e Dilma, o estado do Piauí nunca foi prestigiado por pequenas, médias e grandes obras
estruturantes. Mas a culpa não pode ser atribuída só aos esses governantes federais, mas principalmente a
classe política piauiense. É que sem bons representantes no Congresso Nacional
e governadores que se imponham diante do poder federal, o Piauí vai continuar de
pires na mão e se contentando com migalhas que caem do banquete dos estados
ricos. Político bom é todo aquele que não pede, exige o que lhe é de direito.

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