O governo da
presidente Dilma Rousseff radicalizou no pragmatismo iniciado pelo
ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, que logo no seu primeiro governo
buscou nos partidos mais conservadores, como PP e PTB o apoio necessário para
garantir a governabilidade do seu governo. Políticos como Paulo Maluf (líder do
Partido Progressista) e Roberto Jefferson (líder do Partido Trabalhista
Brasileiro) se transformaram em
interlocutores do presidente Lula e aliados do seu governo.
O Partido
dos Trabalhadores (PT) que chegou ao poder com um discurso de ruptura com o
passado, representado pelos oligarcas e os coronéis da política nacional, não
só manteve a velha política do atraso, como ainda resgatou e reabilitou
políticos que já estavam no limbo ou caminhando para o ostracismo politico, como
Fernando Collor de Mello, Jáder Barbalho, Paulo Maluf, José Sarney e Renan Calheiros.
O governo
Dilma Rousseff que já contava com o ex-carlista Cesar Borges no seu governo acaba do promovê-lo a ministro de estado, para contemplar o Partido Republicano
(PR), que andava descontente com o seu governo, depois que o senador Alfredo
Nascimento (PR-AM) foi enxotado do ministério do Transporte, sob a acusação de
malfeitos (corrupção).
Se o cacique
baiano Antonio Carlos Magalhães ainda fosse vivo, também já teria embarcado na barcaça petista.
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