Um fato histórico
marcará a eleição no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí (SINTE)
que ocorrerá na próxima terça, dia 18 de junho. Devido a insatisfação com o
rumo que o sindicato vem tomando nos últimos anos e clamando por uma renovação
nos seus quadros houve uma união de grupos oposicionistas que formaram a chapa
2 – Resgatar o (SINTE) pela base – oposições unificadas, que tem como candidata
a presidente a professora Núbia e vice o docente Hallyson, ambos já foram
candidatos na última eleição. Do lado da situação tem a chapa 1, onde, a atual
presidente, Odeni de Jesus postula a reeleição. Somente duas chapas estarão na
disputa.
Muitos dirigentes do
sindicato são ligados a partidos políticos que chegaram ao poder nos últimos
anos, com isso, os governos se infiltraram no sindicato e conseguiram retirar
direitos históricos da categoria e enfraquecer o movimento deixando a categoria
descontente. Diante disso, muitos servidores se desfiliaram e outros se recusam
a filiar-se alegando que não vale a pena contribuir com um sindicato que não
mais lhe representa. Existe um grupo de professores que defende o voto nulo
favorecendo a chapa 1 alegando que as duas chapas tem pessoas próximas a partidos
governistas, o que não é aceitável, pois a chapa 2 tem componentes ligados a partidos que são oposição aos
atuais governantes e propõe independência frente aos governos e autonomia
sindical partidária.
A chapa 1 é composta
por pessoas que estão há mais de 20 anos no poder, o que é permitido pelo
estatuto do sindicato, de maneira que, a maioria desses diretores estão
acomodados e não defendem mais os trabalhadores. Diante disso a chapa 2 sugere
uma renovação nos quadros da diretoria, já que, a maioria dos seus componentes
nunca assumiram cargos de direção.
Portanto, para que o
trabalhador volte a confiar no sindicato e que o mesmo tenha o seu quadro
renovado é importante votar na chapa 2 que propõe: lutar pelo cumprimento da
lei do piso, pela implantação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), 10% do
(PIB) para educação, contra o rebaixamento do reajuste do piso, volta da
regência, melhores condições salariais e de trabalho para professores,
funcionários de escola, especialistas, técnicos, agente de portaria, motoristas
e outros, (PROFUNCIONÀRIO), concurso
público para todas as áreas, revitalização do (IAPEP) e ( PLAMTA), gestão
transparente e participativa, novo Plano de Cargos e Carreiras para todos os
trabalhadores, insalubridade e periculosidade, contra o pagamento de 27% de
precatórios. Só assim, ao eleger trabalhadores compromissados com a categoria é
que se terá um sindicato forte, atuante em que o servidor terá orgulho em
participar.
Paulo Sérgio Santos
Rocha é professor da rede estadual e municipal
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