No existencialismo o ponto de partida do indivíduo é caracterizado pelo que se tem designado por atitude existencial. Atitude existencial é uma sensação de desorientação e confusão face a um mundo aparentemente sem sentido e absurdo. Um mundo que funciona segundo as regras de um ser ou de uma coisa que não tem face, não tem sentimentos românticos e nem se preocupa com o existir do homem sobre o planeta que o homem habita.
O homem é como qualquer ser que foi jogado no oco do mundo e sobre o qual ninguém se responsabiliza por ele, pelo seu destino ou sorte. É cada um por si e cada um sobrevive como pode. Isso até justificaria qualquer atitude do homem para sobreviver se esse ser não fosse dotado de uma consciência moral que tanto pode ser inata como adquirida no meio social. Uma consciência que lhe julga sob a ótica daquilo que se convencionou chamar de pecado. Uma invenção do homem para submeter outro homem ao seu mando e para lhe ser obediente.
A religião como crença foi criada para funcionar como um conforto mental e espiritual do homem que no mundo precisa sobreviver as tribulações que esse mesmo mundo lhe impõe. O homem por mais puro, casto e temente ao deus criado pelo homem, não consegue fugir do seu destino trágico e ao designo da natureza que acontece a cada dia.
Se o sofrimento e as agruras que homem experimenta fosse fruto da desobediência do homem no Jardim do Eden, nós os seres humanos estaríamos diante da maior demonstração de masoquismo que se tem notícia, porque ninguém minimamente inteligente será capaz aceitar a existência de um deus que nos colocou sobre a terra para sofrermos durante toda existência e sob a ameaça permanente do juízo final. Isso é de lascar!
Por Tomazia Arouche
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