O Estado do Ceará que assim como o Estado do Maranhão, por muitas décadas viveu sob o domínio de uma oligarquia, representada pela figura de três coronéis da política e da farda, para romper com o atraso, teve que buscar através de um Fórum de discussão permanente, promovido pelo Centro Industrial do Ceará CIC), uma alternativa para um novo modelo político que priorizasse o desenvolvimento desse Estado e, com isso eliminasse antigas praticas de se fazer política. E consequentemente, decretar o fim da política dos coronéis que só atendia aos interesses de uma pequena elite que sempre se submetia aos caprichos e humores dos coronéis Adauto Bezerra, Virgilio Távora e César Cals.. Na medida em que essa discussão, antes restrita aos limites do CIC, foi se ampliando e a sociedade cearense como um todo, foi se inteirando dos reais propósitos desse Fórum que começava a pensar a gestação de um novo tempo, progressista e desenvolvimentista para o povo cearense – o desejo de mudança foi se materializando de tal forma, que até forças antes refratárias a esse movimento, começaram a se interessar e a buscar participar desse projeto político que teria tudo para dar certo, como de fato aconteceu.
O Estado do Ceará, deve muito ao que é hoje, a coragem e a determinação do economista e governador na época, Luiz Gonzaga Mota, que não obstante a sua origem política (ele que foi eleito governador com o apoio dos coronéis), o grande facilitador de mudança que resultou na eleição do governador que o substitui, Tasso Jereissati. Sem o apoio de Luis Gonzaga Mota, dificilmente o Ceará teria rompido com a política dos coronéis naquele momento.
O Estado do Maranhão para se transformar no que é hoje o Estado do Ceará, deve copiar o modelo cearense, com o governador Jackson Lago, concluindo a mudança que foi iniciada pelo ex-governador José Reinaldo Tavares. O grande artífice da mudança que o Maranhão começa a experimentar. Agora é preciso que a Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA) tome a iniciativa de fazer aqui o que o CIC fez no Ceará, que é criar um Fórum permanente de discussão do Maranhão, que passe a discutir um novo modelo de desenvolvimento para este estado, que não seja baseado no critério político para a escolha de gestores, mas no mérito administrativo, independente da cor partidária.
Por que esse modelo de administração? Acontece que o político de formação, quando chega ao governo, permanece preso a compromissos que acabam amarrando a administração.
O que está em jogo neste exato momento, é o futuro do Maranhão, e em nome do futuro de progresso e de bem social que queremos para o nosso estado, não vale fazer concessões políticas, que venham a atrapalhar esse processo.
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