quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Trabalhadores sem mercado de trabalho formal

De nada adianta só a flexibilização das regras trabalhistas na tentativa de gerar mais empregos, se o problema maior reside na substituição do homem pela máquina. É claro que algumas mudanças nas leis trabalhistas e na redução dos impostos que desonerem a produção, favorecem a geração de novos empregos, pois o empregador brasileiro vive sufocado por produtos asiáticos produzidos a baixos custos, o que os torna extremamente competitivos no mercado brasileiro.

O emprego de novas tecnologias favorece o empregador que devido ao excedente de mão de obra no mercado, passa a barganhar um emprego com um trabalhador já fragilizado, que acaba sempre cedendo ao dono do emprego, às vezes chegando até a abrir mão de certos direitos conquistados à duras pena, para não perder a vaga.

Alem dessa situação preocupante que é o fim do mercado de trabalho formal, os potenciais trabalhadores que estão chegando a esse mercado em extinção, acabam caindo na informalidade (trabalho como camêlo) para poder sobreviver, o que contribui ainda mais para a precarização do trabalho, ou seja, o trabalhador trabalha, sem a garantia de direitos e benefícios, que o trabalho formal (trabalho com carteira assinada) garante.

O governo até que faz algumas tentativas no sentido de reduzir o serviço informal, é verdade, porem com uma certa timidez, devido, sobretudo a abertura da nossa economia para produtos estrangeiros, o que de certo modo favorece a sua política de combate a inflação, mas que em contrapartida acaba com o pouco do que resta de emprego em nosso país.

Sem a imposição de limites para o emprego de computadores, robôs e microeletrônica na industria e no comércio - tudo resultará inútil na tentativa da expansão do mercado de trabalho.

Um fenômeno novo se observa em nosso país: um emprego como de balconista que antes era destinado a gente pobre da periferia, hoje está sendo reservado para os parentes do dono do negócio.

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