quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Uma arte que é o mais puro sentimento

Há momentos em nossas vidas que sentimos uma vontade louca de ligar o rádio para se ouvir uma música que não seja daquelas que se ouve atualmente. Uma música que nos faça voltar no tempo e poder reviver momentos inesquecíveis. Momentos que ficaram guardados no mais recôndito das nossas memórias, que para revivê-los, só recorrendo a velhos artifícios, como uma música, um perfume ou revendo o velho álbum de fotografias.

Pois foi num momento como esse, que liguei o rádio e me deparei com a música do inesquecível Luiz Gonzaga – o maior de todos os compositores e cantores que este país já produziu. Digo isso sem ter medo de está cometendo nenhuma injustiça, destarte, o Brasil ser um celeiro de grandes nomes, tanto de compositores, como de cantores.

E ouvir Luiz Gonzaga, foi um momento sublime, foi ter sido jogado num tempo em que os da minha geração eram felizes e não sabiam. Um momento em que o mundo passava por grandes transformações, mas o Nordeste, ainda era uma região que sofria as agruras da seca e da falta de oportunidades para o seu povo; o que obrigava o nordestino a migrar para o sul Maravilha. Mais eis que surge Luz Gonzaga, com o seu canto belo e comprometido, dizendo que o Nordeste não era só seca e miséria. Trabalhando naquele exato momento, a auto-estima de um povo que apesar de forte, não tinha amor próprio.

Na música “Vem, Vem”, Luiz Gonzaga, transborda de sentimento nostálgico, o que acaba tomando quem a ouve de um misto de tristeza e alegria, dado que essa música tem todos esses elementos: beleza melódica e singeleza na sua composição que comove, emociona e incomoda.

O Nordeste de Luiz Gonzaga – é uma região onde a alegria, a dor e o sofrimento se misturam, fazendo do nordestino um sentimental.

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