terça-feira, 20 de novembro de 2007

Viva a democracia ou que vivam, os verdadeiramente democratas!

O homem mais democrata que eu já tive a oportunidade de conhecer e conviver, foi o gaúcho Magnus Guimarães, um ex-deputado federal por duas legislaturas pelo rio Grande do Sul, um dos fundadores do Partido Democrata Trabalhista (PDT), um dos autores da Carta de Lisboa (os iniciados em Brizola sabem do que estou falando). Um político, oriundo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, ex-esposo da deputada federal Raquel Candido, cassada por envolvimento com os anões do orçamento.

Feito este preâmbulo, vamos ao que nos interessa, que é falar do falso democrata, daquele chefe político que numa reunião permite que todos se manifestem livremente – inclusive, podendo até questionar, discordar frontalmente do chefe; valendo até falar mal da mãe do dito cujo. Desde que a palavra final e conclusiva, seja dele.

E cá pra nós: o Brasil anda cheio desses pseudos democratas, que tendo o poder nas mãos, não admitem serem contrariados, preferindo conviver com pessoas despersonalizadas, sem opinião própria, bajuladores a terem que conviver com pessoas que pensam com suas próprias cabeças. Tem alguns, que até adotam a figura do Bobo da Corte, um personagem da era medieval, criado para distrair e divertir os reis e a corte de um modo geral.

No sul, esse tipo de político atende pelo nome de caudilho. E era assim que o combativo jornalista Carlos Lacerda (o Corvo), sempre se dirigia ao ditador e, posteriormente, presidente da república, Getúlio Vargas.

No Brasil, o chefe político, antes conhecido como coronel da política, mudou de nome, mas continua usando das mesmas práticas para se impor perante os que o seguem -, não como se segue verdadeiramente um líder, mas como pessoas subordinadas a um chefe todo poderoso; senhor da tua, da nossa vontade e, que se julgam com direito a decidir os nossos destinos.

O presidente da Venezuela Hugo Chavez, na atualidade, encarna bem a figura do caudilho. Que o digam, os venezuelanos!

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