De tão cheio, o barco da presidente Dilma Rousseff corre
o sério risco adernar e naufragar, com todos os seus passageiros sendo lançados
ao mar, sem colete e sem bote salva vidas. Ocorre que o Partido dos Trabalhadores
(PT) quer ter no palanque da sua candidata, todos os partidos que hoje
integram a base aliada. Inclusive, os partidos que foram praticamente
expurgados do governo, com o PR e PDT, na onda de uma faxina que jogou para debaixo do tapete, malfeitos e malfeitores.
O barco da candidata à reeleição Dilma Rousseff ameaça
naufragar porque os seus passageiros e tripulantes são políticos comprometidos
com o atraso, com a corrupção e a bandalheira, que o povo brasileiro não suporta
mais vê-los no comando do país.
A presidente Dilma Rousseff, para viabilizar o seu projeto
de reeleição, anda fazendo um imenso trabalho de resgate, recuperação e
reabilitação de políticos que a sociedade brasileira julgava condenados a um lugar
reservado e definitivo: na lixeira da história nacional, como Jader Barbalho,
Paulo Maluf, Renan Calheiros, Fernando Collor de Mello, Valdemar da Costa Neto,
Jose Genoíno e João Paulo Cunha.
Contra o projeto de Dilma Rousseff existem sérios
complicadores, como três mandatos sucessivos de um mesmo partido, o fracasso
dos governos Lula e Dilma em áreas vitais como segurança, saúde e educação
pública. Mas existem outros setores onde o PT nesses quase 12 anos de governo
fracassou, como em logística e transito. Isso quer dizer que na eleição de 2014
um discurso de mudança poderá fazer à diferença.

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