Nos últimos dias, os políticos piauienses, com mandato e
sem mandato, resolveram abrir a caixa preta do Estado e mostrar para o piauiense o vergonhoso atraso a que foi submetido um Estado, que dado a sua excelente localização
geográfica e a riqueza existente no seu solo e subsolo, poderia ter tido um
destino melhor, mas que infelizmente, por obra e graça de uma classe política
inoperante e inexpressiva, é o último vagão da locomotiva chamada Brasil.
A representação política
piauiense no Congresso Nacional sempre foi aquém das demais representações,
com um ou dois parlamentares, conseguindo se sobressair a nível nacional, sem,
contudo, contribuir para que o estado que representa pudesse romper em
definitivo com o atraso secular.
Eu tenho um amigo piauiense, insuspeito, portanto, que costuma dizer a guisa de gozação,
que os parlamentares deste estado rugem como leões, mas na esfera federal,
não passam de gatos maracajás, gatos do mato, assustados, que miam simplesmente.
O atraso a que está sendo condenado o estado do Piauí só pode ser atribuído a sua classe política, que via de regra defende interesses
isolados e particulares. Num espaço de 100, o projeto mais importante e
relevante para o Piauí foi à incorporação do rio Parnaíba a Companhia de
Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) de autoria do ex-senador
Freitas Neto.
Um
desserviço ao Piauí
O Porto de Luis Correa, ainda inconcluso, que antes
pertencia ao governo federal, foi transferido para o estado do Piauí pelo governo
federal, sob a presidência de José Sarney, para atender a um pedido do então
governador Alberto Silva, que por sua vez, queria transferir esse porto para empresários
cearense, o que acabou de fato acontecendo.
O Piauí só conseguirá romper com o atraso, com uma mudança
radical nos seus quadros políticos.
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