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A produção industrial
da zona do euro surpreendeu as expectativas ao registrar alta em abril ante o
mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, mas o ritmo de
expansão poderia ter sido melhor não fosse a queda nos setores de energia e bens
de consumo duráveis.
A
produção industrial nos 17 países que usam a moeda única avançou 0,4 por cento
no mês, após um salto de 0,9 por cento em maio, mostraram os dados da agência
de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat.
Economistas
consultados pela Reuters esperavam uma queda de 0,2 por cento.
A
economia do bloco continua pressionada pelo impacto da crise da dívida
soberana, ao passo que os governos continuam com políticas de consolidação
fiscal que desaceleram o crescimento, milhões de europeus estão desempregados e
empresas de pequeno e médio porte estão sofrendo para conseguir crédito.
"Embora
os dados da produção industrial de abril sejam relativamente encorajadores, o
setor industrial da zona do euro ainda não deixou seus problemas para
trás", afirmou o economista-chefe europeu do IHS Global Insight, Howard
Archer.
"De
fato, as condições continuam longe de fáceis para os empresários industriais da
zona do euro."
O
ritmo da contração econômica do bloco desacelerou nos três meses do ano até
março, na comparação com o trimestre anterior, mas os europeus enfrentando
mercados de trabalho estressados continuam relutantes para gastar, evitando uma
recuperação mais dinâmica.
Na
comparação com o ano anterior, a produção industrial caiu 0,6 por cento depois
de uma queda revisada de 1,4 por cento em março, mostraram os dados.
(Reportagem
de Martin Santa)
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