O ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes, está
aparecendo nas inserções do PSDB no horário reservado aos partidos políticos,
quando o Piauí inteiro e a torcida do Flamengo também, já estão sabendo que ele
está deixando o ninho tucano para ser companheiro de partido de Paulo Salim
Maluf. Até aí, tudo bem! Mas o que a imprensa e os potenciais adversários de
Silvio Mendes não estão conseguindo atinar é sobre a divisão do palanque do
provável candidato do Partido Progressista (PP) entre Dilma Rousseff e Aécio
Neves.
Como diz o bordão usado pelo comentarista esportivo
piauiense William Bogéa, “política é coisa séria”, porque envolvem grandes
interesses, o que leva em determinados momentos, vaca a não conhecer bezerro,
ou seja, velhos amigos a se transformarem em inimigos ferozes, capazes até de
inviabilizar o projeto político de um ex-companheiro.
Se o PP é um partido da base aliada do governo Dilma
Rousseff, ocupando nesse governo um importante ministério, nos leva a supor que um candidato ao governo do estado do Piauí, pelo partido presidido pelo
senado Ciro Nogueira (PP-PI), dividirá o seu palanque com a candidata à
reeleição Dilma Rousseff.
Se isso vier a ocorrer, o PSDB nacional se verá
obrigado a fazer uma intervenção no diretório estadual piauiense, porque Aécio
Neves precisa de ter palanques em todos os estados da federação.
Silvio Mendes, para tentar viabilizar a sua candidatura, necessita do apoio de uma grande partido que lhe ofereça um bom tempo
no rádio e na televisão. Sem poder se coligar com o PSB, PT, PMDB, só lhe resta
tentar o apoio do PSDB e de partidos nanicos, que também poderão sofrer
intervenção, caso esses pequenos partidos tenham uma sinecura no governo do PT.
E ai, Silvio Mendes?
José Serra, o mentor intelectual do prefeito Firmino Filho acha que pode!
José Serra, o mentor intelectual do prefeito Firmino Filho acha que pode!
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