sábado, 28 de outubro de 2017

Misturar o que é público com o que é privado é arriscado



Misturar o público com o privado é bastante arriscado, perigoso. Que o diga, a ex-prefeita “ostentação” do município de Bom Jardim, no Maranhão, Lidiane Leite, que vive hoje dias muito turbulentos, após ter o seu mandato cassado por improbidade administrativa.

Essa ex-gestora, que responde a quatro ações penais na Comarca de Bom Jardim e uma outra que tramita na Justiça Federal, poderá pegar até 40 anos de reclusão.

Também conhecida como “prefeita ostentação”, Lidiane Leite, a moça, administrava um município no interior do Maranhão com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. A então prefeita ganhou fama há dois anos, ao ser presa pela Polícia Federal.

Lidiane mantinha uma vida de luxo que ostentava em redes sociais. O padrão de vida dessa ex-prefeita, no entanto, contrastava com a pobreza do município de 40 mil habitantes sob sua gestão. A ex-prefeita, agora na mira da justiça, foi acusada pelo Ministério Público de ter cometido crimes previstos na Lei de Licitações, falsidade ideológica, peculato, associação criminosa e crime de responsabilidade.

Que os dias turbulentos que estão sendo vividos pela ex-prefeita “ostentação”, sirva de alerta para os atuais prefeitos, que por vaidade e até por ignorância, costumam meter os pés pelas mãos e misturar o que é público com o que é privado.

Enquanto gestor, o prefeito (a), vai levando a vida na valsa, porque tem um batalhão de advogados pagos pelo município para defende-los, mas passado o mandato, ai vem a rebordosa (situação embaraçosa, complicada, desagradável; encrenca), com o ex-prefeito (a), passando a receber quase que mensalmente a visita de oficiais de justiça. A vida do ex-gestor (a) com problemas com a justiça passa a ser um verdadeiro suplício, uma tortura mental constante e humilhações. Quando o condenado sai às ruas, o povo coro grita: pega ladrão!    

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