Misturar o público com o
privado é bastante arriscado, perigoso. Que o diga, a ex-prefeita “ostentação”
do município de Bom Jardim, no Maranhão, Lidiane Leite, que vive hoje dias
muito turbulentos, após ter o seu mandato cassado por improbidade administrativa.
Essa ex-gestora, que responde
a quatro ações penais na Comarca de Bom Jardim e uma outra que tramita na
Justiça Federal, poderá pegar até 40 anos de reclusão.
Também conhecida como
“prefeita ostentação”, Lidiane Leite, a moça, administrava um município no
interior do Maranhão com um dos menores Índices
de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. A então prefeita
ganhou fama há dois anos, ao ser presa pela Polícia Federal.
Lidiane mantinha uma vida de
luxo que ostentava em redes sociais. O padrão de vida dessa ex-prefeita, no
entanto, contrastava com a pobreza do município de 40 mil habitantes sob sua
gestão. A ex-prefeita, agora na mira da justiça, foi acusada pelo Ministério
Público de ter cometido crimes previstos na Lei de Licitações, falsidade
ideológica, peculato, associação criminosa e crime de responsabilidade.
Que os dias turbulentos que
estão sendo vividos pela ex-prefeita “ostentação”, sirva de alerta para os
atuais prefeitos, que por vaidade e até por ignorância, costumam meter os pés
pelas mãos e misturar o que é público com o que é privado.
Enquanto gestor, o prefeito
(a), vai levando a vida na valsa, porque tem um batalhão de advogados pagos
pelo município para defende-los, mas passado o mandato, ai vem a rebordosa (situação embaraçosa, complicada,
desagradável; encrenca), com o ex-prefeito (a), passando a receber quase
que mensalmente a visita de oficiais de justiça. A vida do ex-gestor (a) com
problemas com a justiça passa a ser um verdadeiro suplício, uma tortura mental
constante e humilhações. Quando o condenado sai às ruas, o povo coro grita:
pega ladrão!
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