O governador
Wellington Dias insiste em fortalecer os seus potenciais adversários. Alguém em
sã consciência acredita que o partido do senador Ciro Nogueira (PP-PI), marchará
com o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2018? Só as pessoas ingênuas e puras de
coração acreditam nessa possibilidade. Ocorre que PT e PP são como água e óleo
- que até se unem, mas não se misturam.
E se o ministro da Justiça estiver certo?
O ministro
da Justiça Torquato Jardim, para muitos cometeu uma heresia ao afirmar que no
estado do Rio de Janeiro, o poder político, o narcotráfico e o aparato de
segurança se confundem. Os filmes Tropa de Elite I e II trata da relação
incestuosa que existe entre esses três setores da vida pública fluminense. Se o
ministro da Justiça Torquato Jardim cometeu uma heresia foi ao generalizar,
pois é óbvio que tanto na política como no aparato policial do Rio de Janeiro,
existem pessoas sérias e preocupadas com a segurança pública, mas, ninguém pode
negar que nas nossas policias existem muitas frutas podres que precisam ser
retiradas do cesto, antes que haja uma contaminação geral. Unificar as policias,
pode ser o primeiro passo no sentido de melhorar o serviço de segurança pública
do Rio de Janeiro.
Em maus lençóis
A
Procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge ao afirmar em petição ao
Supremo Tribunal Federal (STF) não ter dúvida de que o atual ministro da Relações
Exteriores e senador licenciado Aloisio Nunes (PSDB-SP) recebeu R$ 500 mil da
Odebrecht em um esquema para financiar sua campanha ao Senado em 2010, colocou
esse político tucano numa situação deveras embaraçosa, para dizer o mínimo,
porque estabelece entre esse político paulista e essa empresa baiana, uma
ligação que sugere troca de favores. E troca de favores entre políticos e
empresas cheira à corrupção. Aloisio Nunes vai ter que se explicar de maneira
muito convincente.

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