quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O povo não deve favores aos governos

O exercício da cidadania deve levar o eleitor à consciência de que o sujeito da autoridade política é o povo considerado na sua totalidade como detentor do poder e da soberania”.

Na nossa cultura de povo atrasado e subserviente, os governos são temidos pelos seus eleitores, quando deveria ser o contrário: o governante deveria temer o povo que o elegeu, caso não corresponda a todas as expectativas criadas durante a campanha eleitoral, onde via de regra, o candidato promete mundos e fundos e ao ascender ao poder, esquece as promessas e o povo.

O povo politicamente consciente, não teme os seus governantes e de maneira organizada, cobra e exige os seus direitos como cidadão que paga impostos e cumpre com os seus deveres para com a sua pátria.

Cá entre nós, o prefeito, o governador e até mesmo o presidente da república, geralmente vê no povo, uma simples massa de manobra, uma plebe ignara e pessoas extremamente necessitadas, que devido a sua condição de povo humilde e ignorante, não conhece os direitos humanos mais elementares.

O que contribui enormemente para que a corrupção aumente cada vez mais no país é a distância entre a população e os governantes, como por exemplo, nem 30% dos projetos de Lei votados no congresso a população fica sabendo, e muito menos um eleitor fica sabendo sobre as leis que são votadas nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais, muitas delas contrarias aos interesses do próprio povo.

É muito comum verificar-se no Brasil, o comportamento arrogante, prepotente e até exótico de políticos com poucas letras, sem cultura e que por desconhecerem as leis e as boas relações humanas, tratam o povo como se fosse uma coisa qualquer. Nesse caso se aplica a parábola supostamente contada por Jesus Cristo, que diz: “Um cego guiando outro cego”.  

O Povo consciente deve se insurgir contra os desmandos administrativos, a arrogância, a prepotência e a falta de respeito para com o ser humano de muitas das “nossas autoridades”. O caminho mais fácil para que o povo se liberte das atrocidades cometidas por alguns dos “nossos representantes” é a mobilização e união das pessoas em prol de uma causa comum.

Povo consciente cobra e exige seus direitos. Povo consciente não mendiga favores.  

É óbvio que não são todos os governantes brasileiros que desconhecem o verdadeiro papel de um agente público, eleito pelo povo. Toda regra comporta exceção.

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