sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cidade do Maranhão registra cerca de 40% de metalúrgicos demitidos

por Sílvia Freire

Cerca de 40% dos 3.000 metalúrgicos de Açailândia (MA) foram demitidos desde outubro de 2008 como reflexo da crise econômica mundial, segundo o sindicato da categoria.

A principal atividade econômica da cidade é a produção de ferro-gusa para exportação, cuja demanda mundial sentiu fortemente o impacto da crise. Açailândia tem cerca de 100 mil habitantes e PIB per capita de R$ 13.260 (no Estado, o PIB per capita é de R$ 4.628).

No município estão instaladas cinco siderúrgicas, sendo que uma delas está atualmente com a produção parada.

A produção de ferro-gusa gera entre 15 mil e 20 mil empregos indiretos na região, como a produção de carvão, que também sentiram o efeito da crise.

O secretário da Indústria, Comércio e Turismo de Açailândia, José Melgaço, disse que o impacto das demissões só não foi maior no comércio e nos serviços porque os trabalhadores ainda estão recebendo salário-desemprego. Caso não haja uma retomada das exportações, a situação tende a se agravar a partir de maio.

Segundo a Prefeitura de Açailândia, a queda na produção já provocou redução na arrecadação de ICMS (Importo sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que representa 35% da receita do município.
Em dezembro, a redução chegou a 20% em comparação com período anterior à crise.
Segundo o secretário, a Câmara de Dirigentes Lojistas disse que já foi observada uma queda de 30% nas vendas em comparação com outubro.

O presidente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, José Bernardo Sampaio, disse que não há previsão para o fim das demissões. Na próxima semana, serão homologadas nove demissões em uma siderúrgica e de 55 demissões em uma oficina que presta serviço para siderúrgicas.

O presidente do sindicato disse que as empresas sugeriram reduzir o valor pago pelas hora-extras e ao adicional noturno, mas os trabalhadores não aceitaram. Segundo o presidente, não havia garantia de que as demissões iriam parar.

A Folha não conseguiu falar com os representantes da Sifema (Sindicato das Indústrias de Ferro-Gusa do Maranhão).(Folha Online).

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