sábado, 28 de fevereiro de 2009

Juíza pede proteção após ser ameaçda de morte

por KÁTIA BRASIL

A Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1ª Região) pediu ontem ao Ministério da Justiça proteção para a juíza Jaiza Fraxe, titular da 1ª Vara Federal do Amazonas, após a descoberto de um plano para matá-la, em Manaus.

O caso foi denunciado, em dezembro, à Secretaria de Segurança Pública por um ex-policial militar preso por tráfico de drogas. Ele apontou como interessado no plano um deputado estadual do PP. Um inquérito tramita na Polícia Federal.

Em comunicado ao ministro Tarso Genro (Justiça), a Ajufer cobra um posicionamento sobre as investigações. "É necessário uma atuação firme e rápida das autoridades no sentido de apurar e coibir toda e qualquer tentativa de intimidação dos juízes federais", afirmou o presidente da Ajufer, juiz federal Moacir Ramos.

Em depoimento, o ex-policial militar Moacir Costa, conhecido como "Moa", afirmou que a morte da juíza seria uma retaliação contra a atuação dela na Operação Centurião, que prendeu o coronel da Polícia Militar Felipe Arce, em 2005, por suspeita de corrupção e de participação em grupo de extermínio.

Costa, que está preso há duas semanas na sede da PF em razão da repercussão do caso, citou no depoimento como suposto interessado na trama o deputado estadual Wallace Souza, ex-policial civil.

O secretário de Segurança Pública, delegado Francisco Sá, afirmou que comunicou a denúncia à juíza e delegou uma proteção de policiais civis para ela.

Quanto ao deputado Souza, o secretário afirmou que sua suposta participação no caso está sendo investigada sob segredo de Justiça. O delegado Sérgio Fontes, da Polícia Federal, disse que o deputado será ouvido em depoimento.

O deputado Wallace Souza (PP) afirmou que não teria motivos para matar a juíza. Souza afirmou que, há 20 anos, quando era policial civil, foi acusado de extorsão e Jaiza Fraxe o absolveu.

O coronel Felipe Arce não atendeu os telefonemas. (Folha Online)

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