segunda-feira, 2 de março de 2009

OAB cobra apuração das denùncias feitas pelo senador Jarbas

O presidente em exercício do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Vladimir Rossi Lourenço, cobrou nesta terça-feira do Ministério Público e do Senado a apuração "com urgência" as denúncias do senador Jrabas Vaconcellos (PMDB-PE). Em entrevista à revista "Veja", o parlamentar afirmou que "boa parte" do PMDB e de outros partidos é envolvido com corrupção e manipulação de licitações.

"Trata-se de uma denúncia que preocupa, uma denúncia grave vinda de um homem público como o senador Jarbas Vasconcelos, que já foi governador por duas vezes em seu Estado, prefeito do Recife e deputado", afirmou Lourenço em nota.

Segundo ele, "é urgente" que o Ministério Público, e a Corregedoria do Senado instaurem inquéritos e convoque o senador para que "apresente informações mais concretas sobre os fatos denunciados e para que denúncias dessa gravidade não caiam no vazio e não fiquem no terreno da generalidade, colocando sob suspeita inclusive a parte boa do Congresso e dos partidos".

"Corrupção é crime, ainda que ele faça uma denúncia genérica de prática desse crime. Nós entendemos que o Ministério Público, que é o fiscal da lei, tem que se mobilizar na busca de mais informações, ouvindo inclusive o senador; assim como a Corregedoria do Senado precisa instaurar os procedimentos também para apurar a verdade. A sociedade não pode se calar", diz o presidente em exercício.

Acusações

À revista "Veja", Jarbas criticou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), dizendo que ele representa o retrocesso, reagiu também contra Renan e acusou o programa Bolsa-Família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser eleitoreiro. Em relação ao PMDB, disse que boa parte do partido é corrupta.

Ontem, em uma entrevista coletiva, Jarbas reiterou todas as informações que havia prestado à revista. Novamente reafirmou as críticas.

Nesta terça-feira, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) saiu em defesa do governo. Segundo ele, os critérios utilizados no Bolsa-Família não têm relação político-partidária.

Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS) apoiou o colega, mas reconheceu que houve alguns equívocos, embora com acertos. (Folha Onlaine)

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