quarta-feira, 4 de março de 2009

O PMDB engoliu o PT

O PMDB elegeu sete governadores nas urnas de 2006. No tapetão do TSE, o partido pode arrastar para baixo do seu guarda-chuva mais três Estados.


Um deles, a Paraíba, já foi ao embornal do PMDB: com a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), sentou-se na cadeira o peemedebista José Maranhão.


Outro, o Maranhão, foi praticamente acomodado no colo do PMDB na noite passada. O TSE passou na lâmina o mandato de Jackson Lago (PDT).


O tribunal também decidiu que assume a senadora Roseana Sarney, ex-PFL, hoje PMDB. A posse da filha de José Sarney só depende do julgamento de recursos.


O terceiro Estado que está na bica de cair no cesto do PMDB é Roraima. José Anchieta Jr. (PSDB) está na fila do cadafalso do TSE.


Mantendo-se o surto de moralidade que varre o tribunal, o mandato do tucano Anchieta Jr, deve ir à faca. Quem assumiria neste caso?


Ninguém menos que Romero Jucá (PMDB-RR), atual líder de Lula no Senado. Feitas as contas, o PMDB saltaria de sete para dez governadores.


O diabo é que o PMDB tem dois representantes nos arredores do patíbulo da Justiça Eleitoral: Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, do Tocantins.


Se o TSE apartar a cabeça da dupla de seus pescoços, devem assumir, respectivamente: Espiridião Amim (PP-SC) e Siqueira Campos (PDC-TO).


Na contabilidade mais adversa, o PMDB sairia do tapetão do TSE com um governador a mais. De sete Estados, passaria a controlar oito.


O PSDB, que emergira das urnas de 2006 como segunda legenda no ranking de governadores, deve cair de seis para quatro se perder, depois da Paraíba, Roraima.


O PT, que elegera cinco governadores, pode perder Sergipe. O petista Marcelo Deda flerta com a guilhotina do TSE.

Descendo a lâmina, vai ao posto João Alves, do DEM.

De resto, outros dois governadores completam a lista de eleitos levados às barras da Justiça Eleitoral.


O primeiro é o do Amapá, Walder Góes (PDT). No primeiro estágio, sujeito a confimação no TSE, o TRE amapaense decidira pela convocação de nova eleição.


O outro é o de Rondônia, Ivo Cassol (ex-PPS, hoje sem partido). Ali, reivindica o assento Gil Mauro (PHS), segundo colocado no pleito de 2006.


Devagarinho, o TSE vai redesenhando o mapa eleitoral ditado pelos eleitores. Algo a ser comemorado e lamentado ao mesmo tempo.


O que justifica os fogos é a impressão, cada vez mais sólida, de que a impunidade vai deixando de ser uma regra na seara eleitoral.


A justificar os lamentos, o fato de que, como em outras áreas, também no ramo eleitoral do Judiciário prevalece o flagelo da lentidão.


Na prática, o TSE está informando o seguinte aos eleitores de alguns Estados: há três arrastados anos, desde 2006, vocês vêm sendo governados por um criminoso.


O pior é que, na grossa maioria dos casos, desalojam-se os sujos para dar abrigo aos mal lavados. Coisas de uma democracia em construção. (blog do Josias de Souza)

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