terça-feira, 3 de março de 2009

Reflexo da crise: queda no FPM

Como eu já havia anunciado aqui neste espaço, no mês de Março o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sofreu uma redução de quase 8%, o equivalente a quase 10 bilhões de reais. Isso significa que os prefeitos vão ter que rever os seus orçamentos para que possam se ajustar a essa nova realidade.

Uma crise que já produz queda de arrecadação, desemprego em massa, não pode ser tratada com uma crise banal e passageira.

Quais as medidas que deverão ser tomadas pelos nossos gestores públicos para que os efeitos dessa crise sejam minorados? Começar pelo corte de tudo que seja supérfluo, ou adiável, de modo a que o emprego seja preservado.

Como o setor público ainda é o maior empregador, sobretudo na região Nordeste, demitir pessoas deve ser a última decisão a ser tomada pelo administrador, pois é o emprego e o comércio que fazem a roda da economia nos municípios girar.

Gastos com carnaval fora de época, uma febre maligna que ataca os municípios nordestinos, geralmente muito pobres, deve ser abolido do calendário de festas, e quando for realizado, deve ser dado prioridade aos músicos da terra. Chega dos pobres e miseráveis ficarem enchendo a barriga de baianos.

Essa cultura da festa deve ser combatida diuturnamente na região Nordeste, porque, ela além sangrar a economia dos municípios, ainda por cima, impedem que os jovens possam se dedicar a outras atividades muito mais importantes para futuro de cada um deles. Já nos basta as festas tradicionais: como o carnaval propriamente dito e as festas juninas.

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