O governo da presidente Dilma Rousseff, vai começar engessado, por uma verdadeira camisa de força. Porque, sem poder para impor a sua política (se é que existe), uma vez que está refém de partidos, que antes de pensarem no Brasil, pensam primeiro na defesa dos interesses dos seus caciques. Um grupo muito poderoso e com uma vasta e larga experiência em achacar presidentes, que via de regra, começam os seus governos fragilizados, devido ao excessivo poder de pressão dos seus aliados.
Dilma Rousseff antes de sentar na cadeira presidencial, cede ou cede, às pressões de partidos como o PMDB, que é puro fisiologismo e que para atingir os seus objetivos, é capaz de ir até as últimas consequências. Foi assim com José Sarney, capitaneado por Ulisses Guimarães, que se considerava em determinados momentos, o presidente da república de direito e de fato. Se até com um presidente do próprio partido o PMDB agiu pressionando, o que se poderá esperar do seu comportamento com os presidentes de outros partidos? Pressão e pressão.
O único presidente da república que resolveu bater de frente com os caciques da política brasileira, acabou de dando mal. Foi o caso de Fernando Collor de Mello, que se não tivesse sido tão arrogante e senhor de si, teria permanecido no governo e até mesmo conquistado um segundo mandato. Mas como ele não quis se humilhar diante dos poderosos da república - teve como resposta a esse seu comportamento independente, prepotente e às vezes até arrogante, o impeachment.
A presidente da república Dilma Roussef assume o governo em Janeiro de 2011, antes tendo passado por um batismo de fogo, que é tentar conseguir enquadrar o PMDB e com um cenário internacional nada auspicioso, no que tange a questão econômica e financeira. O céu de Dilma Roussef não será de brigadeiro e nem o seu mar será de almirante.
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