O PMDB endurece o jogo logo de saída, como que para marcar presença e dizer ao que veio
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) costuma ser pragmático ao extremo. Mas pelos resultados obtidos por esse partido, desde que o Brasil foi redemocratizado, há de se reconhecer que eles os peemedebistas estão certos na sua lógica aplicada, porque nunca deixaram de ser governo, desde o governo José Sarney, o único de lá para cá, governado por um peemedebista, de última hora sim, mas um peemedebista.
O PMDB vem se caracterizando ao longo das últimas três décadas como um partido que leva a noção de pragmatismo até as últimas consequências. Mas pelo visto, já começou a usar de uma estratégia com vistas a assumir o governo, não mais como um simples coadjuvante, mas como ator principal, o que poderá vir a acontecer, ainda no quadriênio que começa em Janeiro de 2011, por qualquer motivo que venha a impossibilitar a permanência de Dilma Rousseff no comando da nação. O uso de estratégia por parte do PMDB, pode se dizer que começou com a luta pela imposição do nome do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), como companheiro de chapa da candidata do Partido dos Trabalhadores.
Quando todo mundo esperava que o PMDB se enquadrasse no figurino desenhado pelo PT, se acomodando na situação confortável de segundo partido na linha sucessória, eis que o PMDB surpreende mais uma vez o país, ao exigir o seu quinhão na botija do governo, ou seja, a sua participação 'relativa na distribuição' de cargos, que por direito cabem ao partido e não a cota pessoal da presidente, mesmo que o nome a ser escolhido seja de um peemedebista. Como por exemplo, o ministro da saúde do governo Lula, em que pese ele ser filiado ao partido, a sua indicação foi feita pelo governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mas sem o aval da direção do PMDB.
Já são muitas as vozes discordantes dentro do PMDB, quanto ao tratamento dispensado às lideranças desse partido, pela presidente eleita Dilma Rousseff, dentre elas, a do peso pesado mineiro, o deputado federal eleito Newton Cardoso (foto), que já abriu a boca e falou cobras e lagartos do PT e de Dilma. Essa posição assumida por Newton Cardoso, não é uma posição isolada, mas de grande parte do seu partido, que lhe escolheu como um dos seus porta-vozes.
O PMDB exige e cobra, usando todo o poder de pressão de um partido que vem se mantendo coeso ao longo de muitas décadas. Eis o mistério.
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