sexta-feira, 3 de junho de 2011

A solidão é dual e em alguns casos, uma questão de escolha

A dualidade da solidão pode levar a pessoa a fazer uma opção, quando a solidão não se trata de uma doença

O mundo contemporâneo está sendo dominado por um sentimento subjetivo, que atende pelo nome de solidão. Um sentimento que exige a companhia do outro, para que haja uma interação entre duas pessoas, de modo a que ambas se sintam animadas e motivadas. Mas existe uma solidão, que não desaparece nunca, mesmo que estejamos no meio de uma multidão. Esse tipo de solidão, já pode ser encarado como uma doença e como tal, precisa ser tratada.

A solidão já está sendo tratada como uma epidemia, um tipo de doença que acomete muitas pessoas simultaneamente. Mas nem sempre a solidão é encarada como uma coisa ruim, sobretudo, quando uma pessoa a sente por opção, por absoluta necessidade de recolhimento, para criar. Essa e a solidão considerada boa. Já a solidão que a pessoa sente, pela dificuldade que ela tem de se relacionar com outras pessoas, algumas vezes, dentro da sua própria família. Essa é a solidão ruim, que merece ser tratada urgentemente.

Com o surgimento da Internet, que permite a comunicação online, através das muitas redes sociais, milhões de pessoas em todo o mundo, buscam no relacionamento virtual, a solução para a sua solidão. O que até certo ponto funciona, mas que nunca é como a presença física da outra pessoa.

Eu particularmente me considero um ermitão urbano, que tenho a Internet a maior parte do dia como companhia. Mas nada substitui a companhia humana. A presença de uma pessoa agradável, inteligente e espirituosa, é indispensável.

A solidão só é ruim, quando não a desejamos, quando a sentimos pela nossa total incapacidade de estabelecermos uma relação, duradora ou fortuita. A amizade surgiu da necessidade das pessoas se relacionarem com as outras. Com cada uma das pessoas envolvidas numa relação de amizade, buscando encontrar na outra pessoa, características e qualidades com as quais elas se identificam.

Numa palavra, a solidão tem dois lados. O artista e o intelectual, via de regra, usa a solidão, o recolhimento, para criar.

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