segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Sintonia Fina

 

Nossa Senhora Aparecida atendeu a súplica do Santo Padre

 

O Brasil respirou aliviado na noite de ontem (30), com a vitória do candidato à presidência da república, Luís Inácio Lula da Silva. Uma vitória apertada, é verdade, mas, uma vitória maiúscula de um partido de oposição contra a máquina de um governo que foi usada até à exaustão. Uma vitória do humanismo contra a barbárie (a intolerância, o ódio e a violência). A vitória de um partido que soube capitalizar um sentimento difuso de amor pela democracia.

É a democracia, estúpido!

A percepção dos brasileiros de que o regime democrático é que é importante, elegeu Luís Inácio Lula da Silva, pela terceira vez presidente da República Federativa do Brasil, num momento em que a nossa democracia estava sob permanente ameaça de morte. Ameaçada de ser destruída por um regime autoritário. Mas, o sentimento democrático no Brasil é tão forte, tão arraigado, tão enraizado em nossa cultura que fez com a maioria do povo brasileiro deixasse de lado uma questão muito importante que é anticorrupção e optasse por defender a nossa ainda nova democracia se comparada a democracia norte-americana, uma democracia já consolidada, mas ainda suscetível de ameaças, como a perpetrada pelo ex-presidente Donald Trump, mas que foi abortada ainda no nascedouro.  

O avalista da democracia

 São muitos os responsáveis pela vitória da democracia brasileira. Eu levaria um tempo enorme elencando aqui os nomes daqueles que deixando a divergência e até mesmo um sentimento de aversão ao Partido dos Trabalhadores (PT) de lado, resolveram apostar num regime político que é considerado o melhor de todos os regimes políticos já criados ou inventados: a democracia. Como é praticamente impossível citar nome por nome eu vou me ater naquele que eu considero de fundamental importância para a vitória da democracia na noite de ontem sobre um sistema de governo autoritário, familiar e rancoroso, esse nome é: Alexandre de Moraes, um homem intrépido, corajoso e com um elevado espírito cívico. Graças a ele o nosso sistema eleitoral, um dos mais modernos e respeitado em todo o mundo foi mantido e protegido da sanha de um presidente antidemocrático, populista e com vocação para ditador.   

Abordaremos hoje o tema desigualdade de oportunidades

Começo afirmando que cabe aos governantes reduzirem e até acabar com a desigualdade, inclusive a desigualdade de oportunidades. Trataremos hoje aqui neste espaço sobre o tema desigualdade de oportunidades que se caracteriza pelo tratamento desigual entre ricos e pobres numa mesma sociedade. De acordo com essa abordagem, a desigualdade de oportunidades pode ser definida de duas formas: 1) pela associação estatística entre as características socioeconômicas das famílias em que os indivíduos crescem (origem) e as condições socioeconômicas que estes alcançam em sua vida adulta.

Na parte introdutória deste texto, citaremos alguns exemplos de desigualdade de oportunidades.  

Quais são os grupos sociais mais vulneráveis a desigualdade de oportunidades? Os grupos mais vulneráveis são formado por pessoas de baixa ou nenhuma renda, baixo nível de escolaridade e as minorias historicamente negligenciadas: os negros, as mulheres, os índios, os ciganos e os imigrantes.

Quais são as formas de desigualdade? Desigualdade econômica: desigualdade entre a distribuição de renda. Desigualdade racial: desigualdade de oportunidades para as diferentes raças: negro, branco, amarelo, pardo. Desigualdade regional: disparidades entre regiões, cidades e estados.

Derrota de Haddad pode ser atribuida a direção do PT

O primeiro grande responsável pela derrota do candidato Fernando Haddad na campanha pelo governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad, foi do próprio PT que optou no primeiro turno por foratelcer o candidato de Jair Bolsonaro, por considerá-lo mais fácil de vencer do que o candidato à reeleição, investido contra o candidato tucano e poupando o candidato bolsonarista, Tarcísio de Freitas. Uma decisão que contraria à lógica, porque o lógico seria Haddad atacar o segundo colocado nas pesquisas, no caso, Tarcísio de Freitas. O primeiro dos erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição paulista, foi não ter optado por a candidatura de Márcio França. Perder o estado de São Paulo representa um gosto amargo para os petistas.

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